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sábado, 1 de junho de 2019

Identidade e segurança no meio eletrônico com chaves criptográficas


Uma das maiores controvérsias a respeito dos serviços baseados na tecnologia de desenvolvimento em blockchain é a identidade.

A rede que nasceu para registro de eventos digitais com anonimato, tem recebido investimento de entusiastas da autenticação, como exemplo, publicado recentemente pelas empresas SK Telecom e Deutsche Telekom (DT) na MWC19 (Mobile World Congress). Isso pode significar novos formatos de uso de identidade móvel. Apesar disso, ainda existe o receio de registrar uma chave criptográfica com os dados pessoais do seu titular, distribuída para toda a rede. Mas porque isso é um problema? Basicamente, todos os usuários terão acesso à chave, e quando o poder computacional superar a segurança desta, o que é chamado de decaimento algorítmico, dados pessoais poderão ficar expostos.

A ideia de se fazer uma identidade digital para, principalmente, abolir os inúmeros usernames e passwords que criamos – basicamente um para cada aplicação -, não é novidade trazida pela tecnologia de blockchain. Na verdade já existe tecnologia disponível para isto aqui no Brasil há quase vinte anos, com infraestrutura e hierarquia públicas garantindo validade jurídica e não-repúdio para as ações praticadas com os chamados Certificados Digitais, que também são chaves criptográficas, mas no caso da tecnologia utilizada, você escolhe com quem quer realizar transações e compartilhar a parte pública da sua chave para comprovação e garantia de autoria.

Recentemente, o órgão máximo de Identidade Digital no Brasil tem realizado esforços para garantir uma maior acessibilidade a esta tecnologia para todos os cidadãos. Esta condição abrirá portas para garantir maior segurança e capacidade de identificação e autoria de transações e autenticação no meio eletrônico.

É aqui que reside a tão sonhada independência de cartórios, filas e esperas intermináveis em repartições públicas e privadas, para retirar um simples documento, transferir um bem, autenticar um contrato, ou mesmo reconhecer firma de assinaturas. Concordamos que a desburocratização deve ser uma constante, mas é necessário que haja adeptos em prol dessa corrente que trará agilidade nos processos de validação em tantos âmbitos e relações privadas e públicas. Seremos nós os adeptos à desburocratização digital, ou deixaremos para as próximas gerações serem mais ágeis e proativas?

Fonte: Canaltech

sábado, 25 de maio de 2019

Ministro alemão quer acabar com criptografia no WhatsApp e Telegram


O ministro do Interior da Alemanha, Horst Seehofer, quer que os aplicativos de mensagens entreguem conversas de usuários para as autoridades assim que pedidos forem feitos. Isso significa que o WhatsApp e o Telegram, por exemplo, teriam que abandonar a criptografia de ponta-a-ponta que impede a visualização completa dos chats pelas empresas.

"Ministro busca abrir mão da criptografia para acesso completo aos chats de usuários"

Segundo o Der Spiegel, ministro alemão ainda deixou notou que as conversas deveriam ser entregues em texto simples para as autoridades.

Horst Seehofer é o líder da União Social Cristã (CDU) e, de acordo com o jornal local, é conhecido por sua política “zero tolerância” para criminosos” e por ser a favor de a Alemanha colocar uma câmera de vigilância “em cada canto do país” para rastrear cidadãos.

O ministro disse o seguinte sobre o caso dos aplicativos: “Serviços mensageiros como o WhatsApp ou o Telegram devem ser obrigados a registrar as comunicações de seus clientes e enviá-las às autoridades — de forma legível, ou seja, não criptografadas. Provedores que não cumpram esta obrigação devem ser banidos por ordem da Agência Federal de Rede da Alemanha".

Como nota o Der Spiegel, o ministro Seehofer foi além e disse que a liberdade de uso da criptografia deve ser “conciliada com as necessidades inevitáveis das agências de segurança”.


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

EUA esconde documentos sobre plano para furar criptografia do Facebook



Dois grupos de direitos civis nos Estados Unidos afirmam que o governo estadunidense tem uma “iniciativa secreta” para forçar o Facebook a quebrar a sua criptografia e descodificar conversas de voz entre usuários da rede social que usam o Messenger. Por isso, os grupos fizeram uma proposta para o governo dos EUA liberar documentos sobre a ação. Segundo a Reuters, um juiz negou a proposta na última segunda-feira (11).

Tudo começou quando o governo investigava as atividades de uma gangue chamada MS-13, que atua em Fresno, na Califórnia (EUA). Ao que parece, as comunicações da gangue ocorriam via Messenger, que possui criptografia de ponta-a-ponta — e isso impede que terceiros leiam ou escutem o conteúdo.

"Se divulgadas publicamente, comprometeriam os esforços de aplicação da lei em muitas, se não todas, futuras investigações"




Visto esta questão, o grupo American Civil Liberties Union (ACLU) está buscando entender o estado da lei sobre criptografia. O jornal Washington Post também pediu acesso aos registros do governo. Após os pedidos, o Juiz Distrital dos EUA, Lawrence O’Neill, em Fresno, decidiu que os documentos descreviam técnicas sigilosas de aplicação da lei e a liberação de uma versão editada seria impossível, escreve a Reuters.

“Os materiais em questão neste caso dizem respeito a técnicas que, se divulgadas publicamente, comprometeriam os esforços de aplicação da lei em muitas, se não todas, futuras investigações de escuta telefônica”, disse o juiz O’Neill, adicionando que o caso criminal ainda estava em andamento.

Apesar de os argumentos do Facebook e do governo dos EUA terem sido mantidos em segredo, o Facebook apoiou os pedidos da ACLU de liberar os documentos, com revisões limitadas — o governo não apoiou.

Fonte: REUTERS