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quarta-feira, 24 de abril de 2019

“DJs do futuro” estão programando ao invés de usar discos em picapes



Aquela tradicional imagem de um DJ mixando com dois toca-discos em uma mesa de som resistiu aos CDs, computadores e pendrives — e deve continuar aí para sempre. Mas novas técnicas apontam para um futuro, no mínimo, curioso. Uma das mais frescas vertentes busca uma diferente imersão digital, que envolve programação em tempo real.

"Pessoas vibram e observam atentamente aos códigos introduzidos ao vivo enquanto a música se espalha pelo ambiente"

Segundo o repórter da Wired, a descrição dessa nova pista de dança envolve um músico com postura impassível, em meio a uma sala escura, digitando códigos sem parar. A única luz vem de sua máquina e do fundo LED de seu teclado para jogos. Na parede, uma reprodução das várias linhas que estão sendo introduzidas naquele momento em seu PC.

O resultado aparece na forma de um som cheio de texturas eletrônicas, com pratos de bateria cristalinos se entrelaçando em harmonias alimentadas por sintetizadores. Em torno do “DJ programador” estão cerca de 100 pessoas, observando atentamente cada uma das funções reproduzidas no telão.


Em um exemplo que mostra como a experiência é diferente, o DJ carrega um banco de sons chamado “kitBleepFtech” e insere o comando “highGlobalDensity”. Uma onda de bumbos bombardeiam as pilhas de alto-falantes e enche a sala de um baixo estridente. O projetor de vídeo começa a vibrar violentamente e o código na tela se funde em um borrão manchado de rosa. A multidão grita e o artista insere a seguinte mensagem na exibição: “os padrões antigos estão mortos”.

Festas de “codificação ao vivo” têm se espalhado por aí

As festas de "codificação ao vivo" são um fenômeno recente na cultura da música eletrônica underground. Atualmente, têm um modesto circuito em pequenas cenas do Vale do Silício e em festivais específicos — como o Algorithmic Art Assembly, em São Francisco.

A ideia é unir ciberativismo com várias expressões e a mesma paixão pela programação. As atividades nesses encontros envolvem palestras sobre matemática e computação, codificação musical, uso de algoritmos e diferentes dispositivos para apresentações ao vivo — que envolvem também artes visuais e performances.


Fonte: Algorithmic Art Assembly

No Brasil, a novidade vive em nichos como a “Cryptorave” e a coisa toda parece pulsar mais forte em pólos tecnológicos ao redor do mundo. 

Fonte: WIRED

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Programa para enviar Imposto de Renda de 2019 já pode ser baixado no PC



Cidadãos brasileiros já podem fazer o download do Programa Gerador da Declaração (PGD) a partir de hoje (25) e ir preparando o envio do Imposto de Renda. A Receita Federal afirma que o envio terá início às 8h do dia 7 de março e vai até às 23h59

De acordo com a Agência Brasilvocê pode elaborar a declaração de três formas:

  • pelo computador: PGD IRPF2019, disponível na página da Secretaria da Receita Federal do Brasil na internet
  • por meio de smartphones: aplicativo Meu Imposto de Renda, que ficará disponível nas lojas de aplicativos Google Play e App Store (Android e iOS) ainda hoje
  • Centro Virtual de Atendimento (e-CAC): Meu Imposto de Renda disponível no site da Receita Federal do Brasil com o uso de certificado digital


Quem precisa declarar?

Para este ano, o Imposto de Renda precisa ser enviado pelo contribuinte que recebeu rendimentos tributáveis de R$ 28.559,70 ou mais durante o ano de 2018. Em relação à atividade rural, precisa enviar quem obteve receita bruta em valor superior a R$ 142.798,50.








"Para este ano, são esperadas 30,5 milhões de declarações"


“Está obrigada a apresentar a declaração também a pessoa física residente no Brasil que, no ano-calendário de 2018 tenha recebido rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40 mil”, lembra a Agência Brasil. “Deve declarar ainda quem obteve, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos sujeito à incidência do imposto ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas; quem passou à condição de residente no Brasil em qualquer mês e nessa condição encontrava-se em 31 de dezembro ou quem optou pela isenção do Imposto sobre a Renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais cujo produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no País, no prazo de 180 dias, contado da celebração do contrato de venda”.

Ano passado, a Receita Federal recebeu 29,27 milhões de declarações. Para este ano, são esperadas 30,5 milhões. Entre elas, são esperadas entre 700 mil e 800 mil declarações via smartphone.

O cidadão que não enviar está está sujeito à multa de 1% ao mês-calendário ou fração de atraso. A multa terá valor mínimo de R$ 165,74 e valor máximo correspondente a 20% do Imposto sobre a Renda devido.