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terça-feira, 18 de junho de 2019

Zuckerberg sabia das falhas de privacidade do Facebook, afirma jornal


Na última semana, o The Wall Street Journal publicou uma reportagem apontando que Mark Zuckerberg supostamente teria conhecimento sobre a forma nada agradável com que a empresa vinha lidando com a privacidade de seus usuários.

De acordo com a publicação, foram encontrados emails nos quais Zuckerberg abordava a questão apontando dúvidas sobre parte das práticas usadas pela companhia para compartilhar informações dos usuários da rede social com outras empresas.

Facebook vs. segurança de dados

Não é de agora que esse assunto é motivo de preocupação para a companhia — nos últimos 2 anos, a empresa se envolveu em um escândalo atrás do outro: o caso da Cambridge Analytica e o fornecimento de dados para terceiros e até para empresas parceiras que atuam no mercado de fabricação de celulares e outros dispositivos móveis.

Ainda segundo a reportagem do WSJ, foi a própria equipe da companhia quem encontrou os emails trocados por Zuckerberg. Internamente, existe a preocupação de que o conhecimento público das mensagens possa ser altamente prejudicial para o Facebook, ao menos no que diz respeito às relações públicas.

Apesar da extensa matéria e de não ter tido acesso à integra das mensagens, o WSJinformou que não conseguiu identificar quais foram os emails solicitados pela Comissão Federal de Comércio (FCC, na sigla em inglês) ou, ainda, quais ou quantos deles dizem respeito ao fundador do Facebook.

Consequências

Caso esses emails sejam anexados ao processo que ainda corre na justiça dos EUA, as principais consequências para a empresa envolvem a aplicação de multas e a "supervisão forçada" por 20 anos. Apesar das complicações, o Facebook parece ter quase certeza de que algo ruim virá pela frente: nos relatórios financeiros de 2019, a companhia chegou à conclusão de que deverá ter gastos entre US$ 3 bilhões e US$ 5 bilhões junto à entidade de regulação dos EUA.

O processo que ainda está em andamento tenta analisar todos os aspectos sensíveis sobre como, no caso da Cambridge Analytica, a plataforma violou as regras do acordo feito em 2012 com a FCC, no qual tinha se comprometido a zelar e garantir a segurança da privacidade dos dados dos usuários da rede social.

Fonte: Time

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Acionistas querem Zuckerberg fora da presidência do Facebook


Foi divulgado ontem (03) o resultado da reunião de acionistas do Facebook, realizada no último dia 30. Por mais que membros do conselho independente tenham em sua maioria, 68%, votado para que Mark Zuckerberg não ocupasse as posições de CEO e presidente da rede social ao mesmo tempo, o fundador permaneceu acumulando os cargos.

"Zuckerberg é CEO e presidente do Conselho do Facebook, servindo como seu próprio patrão"

O movimento para a separação das funçõescomeçou antes mesmo da reunião.

Michael Frerichs, tesoureiro do estado de Illinois e investidor do Facebook, defendeu em comunicado que era a hora da empresa separar os cargos "Neste momento, o Sr. Zuckerberg é CEO e presidente do Conselho do Facebook, servindo como seu próprio patrão, e claramente não está funcionando", ressaltou Frerichs.

 

Votação


O Facebook tem uma estrutura de ações divididas em Classe A e Classe B. Quem integra a primeira tem a equivalência um para um, ou seja, uma ação dá direito a um voto. Já na segunda, uma ação dá direito a dez votos.

Por isso, mesmo com 68% dos votos dos acionista independentes do Facebook contrários a permanência de Zuckerberg nos dois cargos, o fundador permaneceu nas funções.

Zuckerberg pertence a Classe B, que tem cerca de 18% do total de ações de acordo com a CNBC, o equivalente a cerca de 70% dos votos.

O próprio CEO e presidente acumula um total de 60% dos votos.

Susan Desmond-Hellmann, membro do conselho do Facebook, declarou, de acordo com a Forbes,que “a empresa, eu e o conselho de administração estamos confortáveis ??com o atual acordo operacional, onde Mark é presidente e CEO”.

Fonte: QUARTZ

segunda-feira, 22 de abril de 2019

Zuckerberg pode ser responsabilizado por quebras de privacidade do Facebook



O fundador e executivo-chefe do Facebook, Mark Zuckerberg, pode ser considerado responsável pelos casos de quebra de privacidade que envolveram a rede social nos últimos anos. De acordo com o jornal The Washington Post, a agência de proteção aos direitos do consumidor dos Estados Unidos está estudando formas de responsabilizar o executivo.

A investigação da Comissão Federal de Comércio (FTC, na sigla em inglês) começou logo após o escândalo envolvendo o uso indevido de dados da rede social pela Cambridge Analytica, companhia que prestou serviços para a campanha vitoriosa de Donald Trump durante as últimas eleições presidenciais nos Estados Unidos.

Essa investigação ainda está em andamento, mas é possível que o Facebook tenha que pagar uma multa milionária pelos problemas e seja condenado por violar um acordo legal feito entre a companhia e o governo norte-americano. Esse acordo foi assinado em 2011 servia como uma garantia do Facebook de que a empresa iria manter os dados dos seus usuários privados.

Desde que o caso da Cambridge Analytica foi revelado, o Facebook enfrentou diversos outros escândalos relacionados a violações de privacidade e falhas de segurança. Apenas na última semana, a companhia revelou que armazenava “por acidente” senhas de e-mails de 1,5 milhão de pessoas. Uma reportagem também mostrou que Zuckerberg chegou a discutir abertamente a venda direta de dados de usuários para terceiros.



quinta-feira, 4 de abril de 2019

Postagens antigas de Mark Zuckerberg no Facebook somem misteriosamente



Dependendo da mudança de ideias ou arrependimento por coisas publicadas em redes sociais, é comum ver pessoas apagando posts antigos, seja no Twitter ou no Facebook. Só que quando essas pessoas são notórias, fica a dúvida sobre os motivos que as levaram a isso, como é o caso do CEO e co-fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, que teve mais de um ano de postagens deletadas de sua rede social.

O site Business Insider reportou que a rede social acidentalmente deletou posts antigos da conta oficial de Mark Zuckerberg, com alguns datando de 2007 e 2008.

"Há alguns tempo atrás, alguns dos posts de Mark foram deletados erroneamente por problemas técnicos. O trabalho para restaurá-los seria difícil e não existia garantia que teríamos sucesso nisso, então preferimos não fazer nada a respeito", disse um porta voz do Facebook, que ainda confirmou que muitas postagens antigas de Zuckerberg ainda estão na sua conta.

Imagem: Reprodução/Getty Images

Essa não é a primeira vez que postagens do CEO do Facebook simplesmente somem, já que em abril de 2018, algumas mensagens dele simplesente sumiram das caixas de entradas do Messenger. Na época, a empresa informou que fez isso por segurança, evitando que as comunicações entre seus executivos não pudesse ser vazada como o que aconteceu com a Sony Pictures, em 2014.