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sábado, 20 de abril de 2019

Noruegueses confundem experimento da Nasa com ataque alienígena



Moradores da Noruega foram pegos de surpresa semana passada ao olharem para o céu, no fim da tarde do dia 5. Luzes brilhantes e coloridas, no formato de riscos e nuvens, trouxeram uma visão inusitada e difícil de relacionar com qualquer fenômeno natural. Não demorou para que muitos acreditassem estar presenciando um autêntico ataque alienígena, e os alertas e relatos sobre a possível invasão extraterrestre se propagaram nas redes sociais. 

A confusão só chegou ao fim após a Nasa, a agência espacial norte-americana, divulgar que as estranhas luzes no céu eram resultado de um experimento com foguetes, que tem o objetivo de estudar a troca de energia que ocorre durante uma aurora boreal. 


O experimento, batizado de “Azure” pela Nasa, é parte de um estudo internacional que busca coletar mais informações sobre as partículas da ionosfera, camada da atmosfera entre a Terra e o espaço. Os dois foguetes lançados no céu da Noruega levavam instrumentos capazes de medir a densidade da atmosfera e a temperatura, além de expelir substâncias que reagem à luz do sol e formam vapores visíveis. 

“Estas misturas, usando substâncias similares às encontradas em fogos de artifício, criam nuvens coloridas que permitem aos pesquisadores traçar o movimento de partículas neutras e carregadas. Ao rastrear o movimento dessas nuvens coloridas por meio de fotografias e triangulando suas posições a cada instante em três dimensões, o experimento Azure vai fornecer dados valiosos sobre o movimento vertical e horizontal das partículas em duas regiões chave da ionosfera, ao longo de diferentes altitudes”, explicou a Nasa em comunicado oficial. 

Um vídeo divulgado no YouTube, pelo internauta Michael Theusner, traz um time-lapse das imagens que tomaram o céu da Noruega. 


Segundo a Nasa, dois outros lançamentos já haviam sido feitos em dezembro do ano passado e mais dois em janeiro. As duas missões finais ocorrerão em novembro deste ano. 

Fontes: NASA/BGR

terça-feira, 9 de abril de 2019

NASA cria explosão colorida em experimento com foguetes na aurora boreal



Com o objetivo de entender melhor como agem as luzes coloridas no céu durante a aurora boreal da Noruega, a NASA lançou foguetes como parte da missão AZURE (Auroral Zone Upwelling Rocket Experiment), que explodiram e causaram uma coleção de nuvens de poeira colorida para observação em Terra, deixando o fenômeno temporariamente ainda mais bonito de se ver.

Os dois foguetes Black Brant XI dispararam a poeira colorida na atmosfera superior entre 100 e 250 km de altitude e, com a poeira colorindo o céu, a NASA rastreou sua trajetória, sua velocidade e seu movimento geral, usando uma variedade de instrumentos para tal, incluindo câmeras DSLR que gravaram o evento em tempo real.

O vídeo abaixo foi gravado por Jason A, que estava no Observatório Alomar usando uma DSLR para gravar as imagens. O local fica a cerca de 10 minutos do Centro Espacial Andoya, de onde os foguetes partiram:


Neste outro vídeo, gravado na cidade de Tromso, que fica um pouco mais afastada do local do lançamento, também vemos as belas luzes coloridas causadas artificialmente pela NASA:


E se você também pensou "Ué, mas a NASA está poluindo a atmosfera?", a resposta é "Não está!". Nas nuvens geradas pelos foguetes estavam coisas como trimetil alumínio (TMA) e uma mistura de bário com estrôncio, todos elementos que reagem imediatamente com a atmosfera terrestre, ficando completamente inofensivos para qualquer ser vivo após a reação. E os subprodutos da reação são óxido de alumínio, dióxido de carbono e vapor de água, todos que já ocorrem naturalmente na atmosfera.

Aurora boreal é o nome das auroras observadas em latitudes do hemisfério norte do planeta, como na Noruega, e o fenômeno acontece quando partículas de vento solar impactam com a alta atmosfera da Terra, canalizadas pelo campo magnético do nosso planeta. Outros planetas, como Júpiter, Saturno, Marte e Vênus, também têm suas devidas auroras.

Fonte: NASASlashgear


sábado, 30 de março de 2019

Cientistas reduzem celulares a pó para estudar reciclagem e meio ambiente



Você já parou algum tempo para pensar do que o seu smartphone é feito, não apenas no exterior, mas em todas as suas particularidades? Talvez o experimento da Universidade de Plymouth possa despertar sua curiosidade: reduzindo o celular a pó, cientistas descobriram que o aparelho é composto de minerais e metais de todo o Planeta — e essa diversidade pode ser preocupante.

Cerca de 1,4 bilhão de celulares são produzidos todos os anos, algo que nossos recursos naturais não poderão mais sustentar. Os elementos para a produção variam entre os mais familiares, como carbono, aço e alumínio, até os mais exóticos e até mesmo raros, como tungstênio, cobalto, disprósio e neodímio.


O experimento consiste em, literalmente, bater um celular no liquidificador. Com isso, é possível regular o tamanho dos pedaços — ou o sumiço deles — para uma análise mais minuciosa dos materiais.


A iniciativa tem o objetivo de gerar debates para a conscientização sobre o uso de matéria-prima e de como é necessário enfatizar a reciclagem de celulares, tendo em vista quanto material é gasto para produzir um único aparelho.

Fontes: EARTHER/   SLASH GEAR