quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

J.R.A.FOTO-CRÍTICA: SONIC - O FILME


Por João Ramiro Antunes

Sonic é um personagem de uma franquia de jogos japonesa, criado por Naoto Oshima e Yuji Uekawa e produzida pela SEGA. O primeiro jogo da série intitulado "SONIC THE HEDGEHOG" lançado em 23 de junho de 1991, foi um sucesso absoluto, ganhando várias outros títulos, que levaram a SEGA a liderança no rumo dos consoles de vídeo game da era 16 bit do começo até a metade dos anos 90. Depois conquistando outras mídias como desenhos animados, anime e uma longa série de histórias em quadrinhos, e que esse ano, ganha seu primeiro filme em Live Action para as telas do cinema. 
Circunstâncias levam Sonic para a cidade de Green Hill no Estado de Montana - EUA, e o ouriço azul tenta se adaptar à sua nova vida na Terra. Tudo começa a complicar com a descoberta de sua existência. Agora com a ajuda de um Xerife local, ele terá que fugir das autoridades e do gênio louco Robotnik. 
 
Meu primeiro contato com o personagem foi no jogo, mas me lembro mais da série animada de 1993, onde acompanhávamos suas aventuras ao lado de seus amigos, em seu mundo fantástico e cativante, que eu particularmente adorava. 
Após uma enxurrada de críticas negativas ao visual do Sonic no lançamento do primeiro trailer do longa, ao conferir a obra por completo, digo que a aparência do ouriço era o menor dos problemas aqui. 
 
Ao contrário dos " fãs", o que mais me incomodou naquele trailer não foi o design do Sonic, e sim o que estava envolto dele, a história e como esta seria abordada. E não deu outra, aconteceu o que mais temia, todo o universo do Sonic é transformado num detalhe, pra dá lugar a uma adaptação clichê e preguiçosa que vemos ano após ano.
A velha fórmula batida de retirar o personagem de seu mundo para uma aventurazinha com um amigo humano no nosso, idêntico ao que vimos nos Smurfs de 2011, algo tão manjado quanto a versão cinematográfica e econômica de He-man (Mestres do Universo) de 1987. 
A Paramount, com a produção do Tim Miller (Deadpool e o recente O Exterminador do Futuro - Destino Sombrio) sob o comando do novato Jeff Fowler, nos entrega a sensação narrativa, de já termos visto esse mesmo filme diversas vezes, com direção no máximo operante, sem emular nada de novo. 
As infinitas possibilidades de mostrar os poderes de super velocidade do ouriço, é tudo que você já viu Flash ou Mercúrio fazerem. Com duas cenas "inspiradas" no que o mutante velocista eternizou no cinema, mas que nada impressiona. 
Sobre o CGI, a boa cena inicial no mundo fictício do Sonic, tem um trabalho gráfico tão bem casado, que deixar claro o quão esse projeto teria sido melhor se tratasse de um longa animado. 
Pois a interação deste no mundo real, é muito falha, claramente um "boneco no meio de pessoas", sem peso ou realismo, sentimento completamente o oposto do visto em Pokémon: Detetive Pikachu. 
 
Mas que fique claro, esses são problemas que um adulto chato, ou jovem irão notar, mas aos olhos de uma criança, vai estar tudo perfeito. E falar em crianças, esse filme é pra elas, os fãs mais Old School vão ficar no máximo com a aparência do protagonista refeita sob medida, referências e nostalgia. De resto sobra um humor bem infantiloide, com direito a dancinha e até piada de pum. 
James Marsden (o Ciclope de X-men) faz o amigo e Xerife Tom Wachowski, que tá Ok, fazendo o possível visivelmente contracenando com o nada. 
Esclarecendo, não é que o humor do filme não seja engraçado, acredito que isso seja subjetivo, depende do que te faz rir ou não, no meu caso por exemplo, muito dele não funcionou. 
Já o Robotnik interpretado pelo excelente Jim Carrey, além de ser a coisa realmente boa no longa, é um bom exemplo do que funciona ou não. O que o astro faz aqui, é o bom e velho típico humor dele, algo bem físico que lembra Ace Ventura, e que como sempre, nunca perde a graça, mas para os menos familiarizados pode soar espalhafatoso demais. 
Outro item bom também, são seus robôs personalizados que estão bem legais, e que rendem as poucas cenas de ação, infelizmente quase todas entregues no trailer. 
Sonic - O Filme é divertidinho como aquelas matinês que víamos na tv quando criança, não consegue instabilizar um equilíbrio no tom do humor, como de costume nas animações da Disney, é um filme barato, tem trama reciclada genérica, mas é esperto em mirar no público menos exigente, e por isso está se dando muito bem nas bilheterias, ao satisfazer os adultos Nerds, com a tão exigida fidelidade visual ao personagem, os deixando em débito com o feito, assim levando a criançada como forma de reconhecimento. Mesmo com esses problemas, sinceramente acredito que um 2, (que já é certo) possa melhorar bastante em alguns aspectos, principalmente no que diz respeito à exploração do seu mundo próprio, e qualidade gráfica, ambos não bem entregues aqui.
NOTA: 6/10

Assista o Trailer:


Ficha Técnica Completa
TítuloSonic the Hedgehog (Original)
Ano produção2020
Dirigido por
Estreia
13 de Fevereiro de 2020 ( Brasil )
Outras datas 
Duração99 minutos
Classificação L - Livre para todos os públicos
Gênero
Países de Origem

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

É seguro realizar pagamentos por aproximação?

Você certamente já ouviu falar de aplicativos como Google Pay, Samsung Pay e Apple Pay. Essas soluções armazenam dados de cartões de crédito e permitem transações por aproximação com a tecnologia NFC. Aliás, esta forma de pagamento está se disseminando cada vez mais – sendo aceita, inclusive, em transportes públicos. Apesar da crescente adesão a essas soluções, muita gente se pergunta: realizar pagamentos por aproximação é seguro contra fraudes? Ralf Germer, CEO e cofundador da PagBrasil, afirma que sim.

Segundo o empresário, o objetivo das carteiras digitais é fazer com que as pessoas não necessitem mais sair de casa com cartões e dinheiro em espécie, bastando um dispositivo eletrônico para realizar compras – o que já garante pontos positivos. Com relação à proteção dos dados informados, softwares de criptografia não permitem que o aparelho receptor – com o qual você conecta seu smartphone, por exemplo – tenha acesso a dados confidenciais.

“Para realizar uma operação com o celular, a pessoa precisa autenticar o serviço com leitor biométrico, código PIN ou com reconhecimento facial, ou seja, se o smartphone for furtado, basta bloquear o aparelho para proteger as suas informações", explica Germer. “Só o fato de os usuários não precisarem mais inserir seus dados todas as vezes em que forem realizar uma transação – porque estes já estão salvos nas carteiras digitais – é um avanço contra o roubo de cartões e senha”.
Pagamentos realizados com segurança

É importante, claro, que o consumidor tome algumas precauções. Afinal, tentativas de golpes sempre ocorrem – principalmente em locais nos quais a distração pode trazer dor de cabeça. Entretanto, as chances de você cair em uma cilada são menores. "A maioria das lojas está desenvolvendo aplicativos e/ou tecnologias que utilizem a autenticação de dois fatores – recurso que acrescenta uma camada de segurança em que o usuário precisa fornecer outra maneira de autenticação que não a senha para que o pedido ou transação seja concluído", explica Tom Canabarro, cofundador da Konduto.

Considerando que efetuar pagamentos de compras por novos métodos, como QR Code e NFC, está virando um hábito entre os brasileiros tanto em lojas físicas como online, as iniciativas para proteger o consumidor são muito bem-vindas. Parece que os pagamentos por aproximação vieram para revolucionar de vez a forma como lidamos com dinheiro.

Efeito estufa: humanos emitem mais metano do que se pensava

Entre os vários gases conhecidos pela ciência, o metano é talvez o que mais gere polêmicas. Retratado às vezes como herói, às vezes como vilão, ele não é exclusividade do planeta Terra, e seu impacto no aquecimento global já trouxe algumas ideias um tanto quanto drásticas envolvendo os pobres camelos – assim como proporcionou pesquisas para que as vaquinhas peguem um pouco mais leve na emissão. O ser humano também é responsável por uma parcela da produção do gás – mas, o que talvez você não saiba, é que ela é ainda maior que esperávamos.

De acordo com novo estudo publicado pela revista Nature, a estimativas anteriores do papel dos seres humanos na emissão de metano não faziam jus ao cenário real e são cerca de 25% a 40% maiores. Os vazamentos de gases que ocorrem durante a produção e transporte são os grandes responsáveis por essa taxa – o que, apesar de preocupante, tem seu lado bom. Afinal, se causas naturais — o famoso pum — não podem ser controladas, tomar ações para aprimorar esses sistemas e reduzir o impacto ambiental só depende da nossa vontade.

Segundo Andrew Rice, professor associado da Portland State University, o impacto do metano é maior no efeito estufa quando comparado a gases como o dióxido de carbono, portanto, somos capazes de amenizar esse fator. “A vantagem é que podemos, pelo menos, tentar fazer com a indústria de gás e óleo quantifiquem melhor esses problemas, pois o estudo foi baseado em dados escassos”, afirma o autor principal, Benjamin Hmiel.

A evolução dos gases

Para chegar a essa conclusão, Hmiel e seus colegas analisaram registros do núcleo do gelo da Groelândia realizados entre 1750 e 2013, além de dados da Antarctica. Utilizando carbono 14, foi possível determinar se o metano presente nas amostras veio de fontes biológicas ou do subsolo – como no caso de combustíveis fósseis. Estando presente, fonte humana.

Até 1870, as fontes naturais predominavam, mas, a partir do início da produção de combustíveis, o cenário mudou drasticamente, com muito mais metano aparecendo, o que não surpreendeu a equipe. O esforço hercúleo de derreter cerca de 1 tonelada de gelo para cada amostra valeu a pena.

Fonte:The Verge

Toda organização que desenvolve IA deve ser regulada, diz Elon Musk

O empresário Elon Musk, CEO da Tesla e da SpaceX, fez um comentário bastante direto em seu perfil no Twitter sobre um assunto que volta e meia é retomado por ele: inteligência artificial.

De acordo com Musk, toda e qualquer organização que desenvolva projetos avançados envolvendo IA deve ser regulada de alguma forma — o que inclui a própria Tesla. Além disso, ele aproveitou para criticar o consórcio OpenAI, sugerindo que ele fosse "mais aberto" ao conhecimento público e agências, tanto a nível global quanto de governos específicos. A ideia da postagem veio como uma resposta a um perfil sobre a organização, publicado pelo MIT Technology Review.

O tweet de Musk não é necessariamente uma surpresa. Há alguns anos, ele se mostra cuidadoso para falar dos riscos da IA, acreditando que essa tecnologia "é mais perigosa do que armas nucleares". Recentemente, o CEO da Google e da Alphabet, Sundar Pichai, afirmou que também é a favor de regulamentação em projetos de IA.


A crítica em especial ao OpenAI também chama atenção. Afinal, ele é um dos fundadores da organização, que começou a operar em 2015 como um grupo sem fins lucrativos, mantida por um grupo de empresários do setor. Ao longo dos anos, entretanto, ela passou a ter um braço financeiro e viu investimentos de gigantes como a Microsoft chegarem, o que parece ter afastado Musk do envolvimento com a plataforma.

Vencedor do Oscar 2020, Parasita ganha versão em graphic novel

Vencedor do Oscar de Melhor Filme e Melhor Filme Internacional, Parasita também vai ter uma versão em graphic novel. Compilando os storyboards e o roteiro original do diretor Bong Joon Ho, ela vai ser lançada no dia 19 de maio pela editora americana Hachette Book Group.

Batizado de Parasite: A Graphic Novel in Storyboards, o livro traz 304 páginas que também apresentam diversos desenhos conceituais feitos pelo cineasta sul-coreano. Segundo a editora, as centenas de ilustrações são um vislumbre dos bastidores da produção.
Capa do livro Parasite: A Graphic Novel in Storyboards. (Fonte: Hachette Book Group/Divulgação)

“Como parte de seu processo único, o diretor Bong Joon Ho fez um storyboard de cada cena do filme antes de gravar as sequências”, revela a descrição do livro. “Ele também escreveu um prefácio e forneceu fotos do set que permitem mergulhar em seu universo”.

"As ilustrações do diretor sul-coreano compartilham o mesmo poder iluminador de sua escrita e direção", completa a sinopse. “O resultado é uma leitura fascinante e uma nova visão para as surpresas da história profundamente desafiadora”.
O diretor Bong Joon Ho organizando uma das cenas de Parasita. (Fonte: IMDb/Divulgação)

Recomendado para estudantes de cinema, o livro também traz algumas curiosidades de produção. Por exemplo, ele apresenta apenas 960 imagens com as descrições das cenas. Isso é algo bastante raro e poucos filmes apresentam um número tão baixo. Em média, um longa-metragem conta com 1400 imagens de storyboards.

Aos curiosos, o editor de cinema checo Vashi Nedomansky divulgou recentemente um curto vídeo apresentando comparações entre os desenhos originais do cineasta sul-coreano e as cenas que fazem parte do filme. Visualizando as imagens lado a lado, o resultado é incrível:

Adaptação de Parasita para a TV

Antes mesmo de sair como o grande vencedor do Oscar deste ano, a HBO confirmou a produção de uma série limitada para TV inspirada na obra de Bong Joon Ho. Ainda sem data de estreia, os primeiros detalhes apontam que a emissora estaria negociando para que Adam McKay (Succession) assumisse o cargo de produtor executivo da atração.

Vulcão Garganta de Fogo apresenta sinais de colapso no Equador

O estratovulcão ativo Tungurahua, de 5 mil metros de alturas e localizado 215 km ao sul de Quito, no Equador, pode entrar em colapso muito em breve. A conclusão é de cientistas da Universidade de Exeter, no Reino Unido, que analisaram os sinais que a montanha tem apresentado.

Conhecido como Garganta de Fogo em quichua, a língua indígena da região, ele apavorou os povos antigos desde muito tempo. Suas erupções costumam ser bem violentas, gerando inclusive tremores de terra.

Ele está ativo desde 1999 e já sofreu dois grandes colapsos anteriores: a primeira vez em algum momento do final do Pleistoceno Final, há cerca de 2 milhões de anos. A outra catástrofe ocorreu 3 mil anos atrás, quando a “segunda versão” do Tungurahua perdeu parcialmente seu flanco oeste. Ou seja, um possível novo colapso agora aconteceria pouquíssimo tempo após o último colapso.
Erupção do Tungurahua em 1999. (Fonte: Wikimedia)

“Usando dados de satélite, observamos uma deformação do flanco oeste de Tungurahua, que nossa pesquisa sugere ser causada por desequilíbrios entre o fornecimento e o surgimento do magma”, explica o vulcanólogo James Hickey, responsável pelas pesquisas. Caso ocorra o pior, é possível que ele ocasione deslizamentos maciços de terra, que podem alcançar dezenas de quilômetros. A última catástrofe provavelmente destruiu uma área estimada de 80 km².

Em 1999, quando ele voltou a ser ativo, 25 mil pessoas precisaram ser evacuadas da região. Agora, o Tungurahua apresenta uma rápida elevação de 3,5 cm, causada por erupção recente. Quanto mais esse magma resfriar do lado enfraquecido da montanha, maior a probabilidade de ela não suportar a pressão e ceder. Quando isso irá ocorrer, entretanto, é difícil de prever. Segundo os pesquisadores, as recentes descobertas podem contribuir para antecipar a catástrofe e ações emergenciais.

Conheça Sharon Choi, tradutora do diretor de Parasita

Entre 21 de maio de 2019 e 9 de fevereiro de 2020, Sharon Choi teve uma rotina muito diferente do que estava acostumada. Aspirante a cineasta, ela chegou a organizar mostras com os filmes de Bong Joon-ho no cinema antes de assumir a função de intérprete do diretor desde que Parasita foi exibido no Festival de Cinema de Cannes.

Ela compartilhou com a Variety um pouco da experiência de acompanhar a equipe pelos principais festivais e premiações de cinema do mundo. "Pela primeira vez em algum tempo, não há nada além de silêncio", comentou Choi. "Os últimos 6 meses foram um borrão de novas cidades, microfones e boas notícias, com pedidos intermináveis de chá de mel e limão enquanto eu tentava preservar minha voz. Indo de uma multidão para a outra, apertei as mãos de centenas de pessoas cujos olhos brilhavam com a emoção após assistirem a um filme especial".

Choi afirmou que foi uma experiência única poder acompanhar a equipe do filme. Para alguém que tem apenas dois curtas no currículo, ela teve a oportunidade de estar entre os maiores nomes da indústria.

"Bong prestou homenagem a Martin Scorsese no palco do Oscar", lembrou ela. "Eu conheci alguns dos meus heróis pessoais. Eu disse a Phoebe Waller-Bridge que desejava um 'padre gato' no Natal, acabei no Taco Bell com Céline Sciamma às 4 da manhã refletindo sobre amor e vulnerabilidade. Mas, acima de tudo, as verdadeiras conquistas são as conversas particulares e os relacionamentos individuais que consegui formar com artistas que eu via diariamente durante esse trabalho. Vou passar os próximos anos da minha vida fazendo o possível para ganhar a chance de trabalhar com essas pessoas novamente".
Sharon Choi também traduziu o discurso do elenco de "Parasita". (Fonte: IMDb/Reprodução)

Apesar da timidez, a aspirante a diretora também destacou a importância de já conhecer o currículo do diretor na hora de traduzir seus discursos. "Meu trabalho foi facilitado pela consideração de Bong, e ajudou que eu já estivesse familiarizada com a linguagem dele como cineasta, tendo escrito artigos sobre ele", admitiu Choi. "No entanto, eu estava lutando contra a síndrome do impostor e uma ansiedade que poderia deturpar as palavras de alguém tão amado na frente de pessoas que cresci admirando".

Agora, a jovem cineasta se prepara para voltar à rotina e trabalhar com seus próximos filmes. "Sou grata pelas pessoas que me transmitiram calor pelo filme e não ficaria surpresa se o governo coreano declarasse 9 de fevereiro como o Dia Nacional do Parasita", brincou. "Mas mal posso esperar para que meus minutos [de fama] terminem. Seremos apenas eu e meu laptop por um tempo, e o único trabalho de tradução que tenho agora é entre mim e a linguagem do cinema".

Fonte:Variety