Em uma
tentativa de fazer com que as empresas de tecnologia ofereçam respostas mais
rápidas à disseminação de discurso de ódio nas redes sociais, o governo
australiano está considerando criar uma legislação específica para lidar com
conteúdo com violências ligadas ao terrorismo, podendo levar executivos à
prisão. De acordo com o Australian Financial Review, a nova lei tornaria crime
não remover este tipo de cena de maneira urgente, logo que as plataformas
ficassem sabendo que elas estão circulando.
A lei propõe uma série de
penalidades que podem ser impostas. Elas variam de acordo com o tempo durante o
qual o conteúdo permaneceu disponível. Dentre estas punições, está a
possibilidade de pena de prisão para os executivos das empresas de tecnologia.
Não está claro quanto tempo na cadeira seria considerado suficiente como
punição, nem se ela poderia variar a depender do grau de violência do conteúdo
e do quanto ele viralizasse.
(Reprodução/Pexels)
Na última terça-feira, houve uma
reunião entre o governo australiano e executivos de empresas como Facebook,
Twitter e Google. O governo queria saber como as companhias planejam evitar que
as plataformas sejam utilizadas como armas por terroristas, depois do massacre
que aconteceu na Nova Zelândia.
O Primeiro-Ministro do país,
Scott Morrison, esteve no encontro e falou na possibilidade de tomar
providências. “Se as empresas de mídias sociais não demonstrarem disposição
para implementar imediatamente mudanças que previnam o uso das plataformas como
foi filmado e compartilhado pelos terroristas de Christchurch, nós vamos agir”.
Seguindo a mesma linha, o
advogado-geral da Austrália, Christian Porter, questionou como as empresas irão
responder rapidamente, ou até prevenir, o streaming ao vivo de conteúdos como
os do ataque na Nova Zelândia. “As respostas para estas perguntas não foram
satisfatórias o suficiente”, avaliou.
O Facebook foi criticado após o
massacre em Christchurch porque teria demorado a remover o vídeo da plataforma,
mas a empresa responde dizendo que ninguém reportou a transmissão como abusiva
até 12 minutos depois que ela acabou
Fonte: GIZMODO

