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quarta-feira, 20 de março de 2019

Acordo para EUA usarem Base de Alcântara no Brasil é assinado



Durante o encontro entre o presidente do Brasil Jair Bolsonaro e o presidente americano Donald Trump, os dois países selaram o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST), que vai permitir o uso comercial do Centro de Lançamentos de Alcântara, no Maranhão, por parte dos Estados Unidos.

A função desse acordo é proteger a tecnologia americana contida em praticamente 80% dos veículos espaciais, de naves a satélites. Sem a assinatura do AST, nenhum desses dispositivos poderia ser lançado da Base de Alcântara, que está situado em um local estratégico para o lançamento de foguetes e mísseis.


Nas mãos do legislativo


Para entrar em vigor, o AST precisa ainda ser aprovado pelo Congresso Nacional, que já barrou o documento em 2002 por considerar que ele feriria a soberania do país. A Agência Espacial Brasileira (AEB) defende a aprovação do acordo para que o Brasil não fique de fora do mercado de lançamentos espaciais e afirma que esse tipo de documento é praxe no setor espacial.


"O setor [espacial] movimentou em torno de US$ 3 bilhões, ou R$ 11,37 bilhões, apenas em 2017"



O mercado de lançamentos espaciais tem crescido com o desenvolvimento de empresas privadas que enviam satélites para a órbita da Terra, como a SpaceX, de Elon Musk, e a Blue Origin, de Jeff Bezos. O setor movimentou em torno de US$ 3 bilhões, ou R$ 11,37 bilhões, apenas em 2017.

O Brasil quer fazer parte desse circuito de bases de lançamento, mas pode estar liberando o acesso a uma área privilegiada e estratégica de decolagens para agências governamentais dos Estados Unidos, o que poderia ser considerado – e é por muitos – como uma ameaça à soberania nacional.


terça-feira, 29 de janeiro de 2019

EUA: Deputada critica Google, Facebook e Microsoft por ação antiambiental


A deputada federal democrata Alexandria Ocasio-Cortez, de Nova York, vem causando uma revolução no Senado norte-americano, por questionar os principais nomes da ala republicana e se engajar em várias causas. Nesta segunda-feira (28), Alexandria e Chellie Pingree, representante democrata do Maine, questionaram a direção do GoogleFacebook e Microsoft por apoiar evento antiambiental.

"Documento também cobra o compromisso que as companhias assinaram pela redução da emissão de carbono e busca por energia renovável"



Um documento protocolado no congresso estadunidense cita os CEOs Sundar Pichai, Mark Zuckerberg e Satya Nadella em um texto sobre a “importância do papel de suas companhias enquanto nos preparamos para tomarmos medidas mais abrangentes nas mudanças climáticas”. Na semana passada, as gigantes da tecnologia patrocinaram a conferência LibertyCon, que promove a negação às alterações climáticas causadas pelo impacto da poluição e das intervenções humanas.

Alexandria e Chellie lembraram dos compromissos que as gigantes da tecnologia assinaram pela redução da emissão de gás carbônico e a busca por energia renovável. “Infelizmente, o exemplo que vocês apresentaram promovendo a sustentabilidade e a ciência baseada em evidências é comprometido pelo seu apoio implícito à sessão organizada na LibertyCon.”


Google, Facebook e Microsoft respondem


Após o questionamento, as companhias deram um posicionamento em comunicados ao periódico Quartz. Um porta-voz da Google disse que “todos os anos, patrocinamos organizações de todo o espectro político para promover leis de tecnologias fortes”. "Como deixamos claro em nosso relatório de transparência de políticas públicas, o patrocínio do Google ou a colaboração com uma organização terceirizada não significa que endossamos toda a agenda da organização ou concordamos com outros oradores ou patrocinadores."

O Facebook enviou à Quartz seu relatório de engajamento, que descreve suas políticas de patrocínio, e apontou que apenas duas sessões no evento foram sobre os níveis de dióxido de carbono, sendo o outro um debate a respeito dos impostos sobre o carbono.

A Microsoft não estava disponível e por enquanto não comentou o assunto.

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Venezuela bloqueia acesso à Wikipedia após edição contra Maduro

A Venezuela bloqueou o acesso à Wikipedia, maior enciclopédia online, no último sábado (12). Dessa maneira, agora a Venezuela figura ao lado da Turquia como o segundo país no mundo a impedir que seus cidadãos possam navegar no domínio, afirma o grupo de direitos digitais NetBlocks.
"Uma "guerra de edição" causou o fechamento da Wikipedia na Venezuela"
O acesso foi bloqueado pela CANTV, rede de telecomunicações estatal venezuelana. Hoje, a Venezuela conta com cerca de 16 milhões de pessoas com acesso à internet — enquanto isso, o Wikipedia recebia cerca de 60 milhões de visualizações mensais do país sul-americano.
O banimento da Wikipedia aconteceu por causa de uma polêmica, afirma o NetBlocks. Um artigo editado no site listava Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, como o “51° presidente da República Bolivariana da Venezuela”. Ou seja, retirando o presidente Nicolás Maduro de sua função oficial, cargo que ocupa há mais de cinco anos.
A edição colocada na Wikipedia teria sido a gota d’água para o governo, que resolveu a questão bloqueando o acesso completo ao site.
Como acessar após bloqueios
Para acessar sites bloqueados por região, você pode buscar o acesso por meio de redes privadas virtuais (VPN). É interessante notar que as VPNs gratuitas podem ser boas em um primeiro momento, porém, nunca se tem certeza sobre como seus dados são protegidos em VPNs gratuitas.
Fonte: www.tecmundo.com.br