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terça-feira, 25 de junho de 2019

Computador do tamanho de cartão foi usado para roubar dados da NASA


Uma auditoria revelou que o minicomputador Raspberry Pi foi utilizado para roubar dados do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA. O dispositivo, que tem o tamanho de um cartão de crédito, foi conectado à rede do JPL e teve acesso aos arquivos durante 10 meses até ser detectado. As informações são de um relatório divulgado pelo Gabinete do Inspetor Geral da agência espacial.

O laboratório invadido administra todas as missões robóticas a Marte, além das sondas enviadas para planetas como Saturno e Júpiter. A estimativa é que 500 MB de dados, presentes em 23 arquivos, tenham sido roubados. Dentre eles, há pelo menos dois contendo informações restritas sobre a missão Curiosity, feita em Marte. 

(Fonte: Wikipédia)

O ataque

Para capturar os dados, o Raspberry Pi foi utilizado com uma conta que permitia acesso à rede do JPL. O laboratório é administrado pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) e a investigação descobriu que há vulnerabilidades em sua segurança. O resultado dessas fraquezas é a redução na habilidade do JPL em prevenir, detectar e minorar os ataques a seus sistemas e suas redes. Em última instância, isso também expõe os dados e sistemas da NASA.

A descoberta da invasão fez com que a agência espacial americana questionasse a integridade dos dados que estão na rede do JPL. Os sistemas relacionados a voos espaciais também foram desconectados da rede do laboratório, e um dos pontos de destaque do relatório é o fato de que a JPL não limitou o acesso aos registros da forma adequada.

O documento também faz recomendações de segurança à organização, reforçando a importância de preservar as informações, argumentando que são passos cruciais para garantir confidencialidade, integridade e disponibilidade dos dados da NASA.

Fonte: UBERGIZMO

sexta-feira, 3 de maio de 2019

Computadores Dell têm falha grave que permite ataques remotos



Um pesquisador de segurança de 17 anos chamado Bill Demirkapi encontrou uma falha grave nos computadores da Dell (desktops e notebooks) que permite a um invasor executar comandos remotamente. E, para o PC estar infectado, basta que o usuário acesse um determinado site mal-intencionado, destaca o especialista.

De acordo com ele, a vulnerabilidade está presente no utilitário Dell SuportAssist, serviço da Dell que ajuda a manter a saúde do PC em dia ao baixar e instalar atualizações de segurança automaticamente com privilégio de administrador. A falha, então, permite a contaminação do computador por meio de um código JavaScript presente no tal site específico que baixa e executa uma série de arquivos de malware quando ativado em uma máquina.

E tudo isso acontece de forma silenciosa, sem qualquer ação do usuário, pois basta visitar a página em questão para que o código contamine o PC. Como os arquivos baixados são executados com privilégio de administrador dentro do Windows, podemos chamar essa brecha de uma verdadeira “porteira aberta” de segurança.

 

Solução já disponível


De acordo com o ZDNet, a Dell foi avisada da vulnerabilidade CVE-2019-3719 no dia 26 de outubro e já lançou uma atualização do SupportAssist (versão 3.2.0.90) a fim de solucionar este problema. O download pode ser feito diretamente no site da companhia.

domingo, 3 de fevereiro de 2019

Novo malware que ataca computadores da Apple se esconde dentro de imagem


Apesar de não ser um alvo tão comum quanto computadores com o Windows, Macs não estão seguros como se espera. Um exemplo disso é um novo malware específico para o OSX que foi espalhado através de uma imagem disfarçada como anúncio em páginas da internet.

Entre o dia 11 e 13 de janeiro, várias distribuidoras de publicidade na internet acabaram veiculando um anúncio em sites que trazia apenas uma imagem, que parecia não carregar direito e se tratava de uma barra branca. Através do uso da técnica de esteganografia, utilizada para esconder texto ou dados dentro de um arquivo de imagem, foi possível adicionar o código de um comando em Javascript que, aparentemente era inofensivo.
Quando a imagem era carregada, o código do então chamado VeryMal era executado. Era então feita uma varredura no computador em busca de fontes da Apple, comprovando que a máquina rodava o OSX. Caso estivesse em um PC, o código encerrava a sua atividade ali mesmo.

Confirmando a máquina como um Mac, o código prosseguia com o seu processo, redirecionando o usuário para atualizar o Adobe Flash. Isso é bastante comum em computadores com Windows, mas por não ser algo que se vê com frequência nos computadores da Apple, acabou afetando diversas pessoas. De acordo com a firma de segurança Confiant, o impacto financeiro do ataque foi de mais de US$ 1,2 milhões (aproximadamente R$ 4,5 milhões).

Isso porque ao instalar o pacote malicioso, o computador passa a rodar um bot em segundo plano, clicando em anúncios sem o consentimento do usuário para gerar renda para os seus criadores. Um bom jeito de evitar o VeryMal, além do bom senso, é usar extensões de adblocker no seu navegador.

Fonte: EXTREMETECH