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sexta-feira, 5 de abril de 2019

Sonda japonesa detona bomba em asteroide para colher mais amostras



A espaçonave japonesa Hayabusa2 detonou uma bomba no asteroide Ryugu, com o objetivo de trazer à superfície destroços de pedaços de seu interior. A manobra foi realizada com sucesso nesta sexta-feira (5).

Um pequeno contêiner de cobre, batizado de Small Carry-on Impactor (SCI), foi anexado à Hayabusa2 com 14 quilos de explosivos plásticos. Ele se separou do veículo a 500 metros acima do Ryugu e lançado à superfície a uma velocidade de 2 km/s. A expectativa era de que o impacto fosse capaz de criar uma cratera de 10 metros de profundidade.

Para evitar os detritos, a Hayabusa2 deixou a zona de impacto e a Agência Japonesa de Exploração Espacial (ou JAXA, em inglês) agora realiza uma análise na sonda posicionada para monitorar a explosão a uma distância de cerca de 1 quilômetro, para ver se tudo ocorreu como planejado.


Posteriormente, a nave voltará a pousar na pedra espacial para coletar mais amostras de rocha e solo. Vindas do subsolo, essas últimas amostras devem ser mais “puras”, intocadas pelo ambiente hostil do espaço. Elas poderiam, portanto, oferecer mais pistas sobre o período inicial do sistema solar.

Fonte: ENGADGET

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Sonda soviética lançada em 1972 deve cair na Terra ainda esse ano



Uma sonda lançada ao espaço pela União Soviética no ano de 1972 – e que tinha como destino o planeta Vênus – pode cair em algum ponto desconhecido do planeta Terra ainda em 2019. É isso que os especialistas consultados pela publicação Space.com afirmam em uma matéria que conta a história da Kosmos 482 e analisa os riscos que corremos aqui embaixo.

"O problema é que o lançamento da sonda não foi bem-sucedido e a Kosmos 482 acabou ficando presa na órbita da Terra"




A Kosmos 482 foi lançada pela agência espacial soviética n dia 31 de março de 1972 do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão. Seu destino era o inóspito planeta Vênus, onde a sonda deveria pousar e enviar de volta para a Terra o máximo possível de informações antes de ser destruído pela atmosfera extremamente mais densa e quente do que a do nosso planeta. Justamente por esse motivo, a Kosmos 482 foi feita com materiais muito resistentes, para prolongar ao máximo sua duração.

O problema é que o lançamento da sonda não foi bem-sucedido e a Kosmos 482 acabou ficando presa na órbita da Terra por não ter conseguido impulso suficiente para se desvencilhar da gravidade terrestre. Na época, em plena Guerra Fria e Corrida Espacial, foi mais uma missão que falhou como muitas outras que aconteceram tanto do lado soviético quando do americano.

Sonda Venera 8, muito parecida com a Kosmos 482: essa conseguiu chegar com sucesso em Vênus


Sonda esquecida, mas perigosa


A União Soviética superou a falha e conseguiu mandar outras sondas de maneira bem-sucedida para explorar Vênus. A Kosmos 482 foi esquecida na nossa órbita junto com outras tantas toneladas de lixo espacial que ficam lá, girando em volta da Terra. Porém, há algum tempo, ela foi relembrada, quando especialistas – entre eles, observadores desses objetos que estão em órbita – notaram que a trajetória da Kosmos 482 indicava que não demoraria muito para ela cair na Terra.

Isso é possível de acontecer porque a sonda foi feita com materiais capazes de penetrar na atmosfera de Vênus e ainda aguentar um tempo sem danos no interior dela. A queda da Kosmos 482 na Terra, mesmo com o atrito sofrido na reentrada, não a destruiria, transformando-a em uma poeira metálica inofensiva.

As primeiras estimativas indicavam que a Kosmos 482 deveria cair na Terra entre os anos de 2023 e 2025 segundo foi apurado no meio do ano passado. Agora, porém, especialistas indicam que esse prazo foi afetado e a sonda deve deixar de girar em torno do planeta e cair em algum lugar imprevisível em torno do fim de 2019 ou começo de 2020.

Kosmos 482, fotografada em 25 de junho de 2014 de um alcance de 295,2 km, enquanto passava a 268,1 km de distância do solo


Mistério no céu


É um pouco incerto também qual parte do total da sonda que ainda está em órbita, mas estima-se que seja uma peça com massa total de quase 500 kg. Ralf Vandebergh, fotógrafo espacial holandês, é um dos especialistas que registrou as recentes passagens da Kosmos 482 pelos céus e, pela análise de sua trajetória e sua refração de luz, afirmou que a sonda pode cair mais cedo do que se imaginava.

"Que a sonda está prestes a cair, mais cedo ou mais tarde, não há nenhuma dúvida"



“Minha conclusão preliminar é que a Kosmos 482, observada com um telescópio de abertura de 10 polegadas durante variadas passagens, ângulos de visão, ângulos de iluminação e condições de observação, parece ser um objeto alongado com fortes variações de brilho”, relatou Vandebergh. “Há uma indicação de estruturas menores, mas estas não estão confirmadas. Por isso, o mistério sobre a verdadeira condição da Kosmos 482 e quais elementos da espaçonave ainda estão exatamente em órbita continua sem solução”.

Mas que a sonda está prestes a cair, mais cedo ou mais tarde, não há nenhuma dúvida. Nos resta torcer para que a vasta massa de água que cobre o planeta possa ser o alvo da Kosmos 482 e que ninguém, nem ser humano, nem animal, se machuque com isso.

Fonte: SPACE.COM

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Sonda japonesa deve pousar e disparar projétil contra asteroide ainda hoje



Você já deve ter ouvido sobre as missões focadas na mineração de rochas espaciais, não é mesmo? Pois uma delas é a Hayabusa2, comandada pela Agência de Exploração Aeroespacial do Japão, a JAXA, que tem como foco o asteroide Ryugu, um baita pedregulho de 900 metros de largura que se encontra a cerca de 380 mil quilômetros de distância da Terra.

Pois, segundo Madison Dapcevich, do site IFLScience!, os japoneses pretendem disparar um projétil contra a rocha espacial ainda hoje, com o objetivo de coletar fragmentos para serem retornados ao nosso planeta para análise.


Quase lá


De acordo com Madison, a nave japonesa chegou ao asteroide em junho do ano passado, e inicialmente o planejado era pousar o artefato sobre Ryugu agora em janeiro para a coleta de amostras. No entanto, como a superfície é muito mais acidentada do que os cientistas da JAXA previram, eles decidiram adiar a manobra e conduzir uma porção de estudos para definir a melhor forma de pousar sobre a rocha e obter os pedacinhos de que precisam.

(Reprodução/Futurism)

Os pesquisadores criaram em laboratório um asteroide de mentirinha com composição, densidade e força semelhantes às de Ryugu e usaram projéteis de metal como os que se encontram a bordo da Hayabusa2 para romper pedacinhos do asteroide. No experimento, os cientistas japoneses constataram que, dessa forma, eles conseguiriam fragmentar e dispersar material suficiente para que a sonda possa coletar.

A prova de fogo deverá acontecer hoje às 20h (horário de Brasília) e poderá ser acompanhada em tempo real através deste link. Se tudo correr como planejado, o retorno da Hayabusa2 está programado para acontecer em dezembro deste ano – com chegada esperada para o finalzinho de 2020.


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

NASA desiste da sonda Opportunity após perder contato com veículo em Marte



A sonda Opportunity, enviada para Marte em 2004, três semanas após a Spirit, não respondeu à última tentativa de contato feita pelos engenheiros da NASA, que vêm se esforçando para se comunicar com o veículo espacial há mais de oito meses sem sucesso. Com isso, a NASA oficialmente se despede da Opportunity encerrando sua missão de cerca de 15 anos.

"O único sinal recebido, em 10 de junho de 2018, indicava que a Opportunity estava em um ambiente escuro demais para ser recarregada"

Os problemas com a comunicação entre a Terra e a Opportunity começaram no meio do ano passado, quando uma tempestade monstruosa atingiu o Planeta Vermelho escurecendo sua atmosfera e bloqueando o Sol que abastecia a sonda. A falta de energização fez com que a bateria do veículo se esgotasse e ele entrasse em modo de hibernação.

Sem luz, sem energia

A esperança da NASA era que, com o passar da tempestade, o Sol pudesse reabastecer as baterias do veículo e ele voltaria a funcionar normalmente. O único sinal recebido, em 10 de junho de 2018, indicava que a Opportunity estava em um ambiente escuro demais para ser recarregada. Porém, desde então, os engenheiros não conseguiram nenhum tipo de resposta da sonda.

Mesmo utilizando a Deep Space Network, uma série de radiotelescópios gigantescos aqui na Terra que são usados para se comunicar com naves espaciais nas profundezas do Sistema Solar, a NASA não foi capaz – de maneira alguma – de se comunicar com a Opportunity. E após ter percorrido mais de 45 quilômetros em solo marciano dando para nós, humanos, todo tipo de informação importante sobre o Planeta Vermelho, a sonda deve permanecer inutilizada lá indefinidamente.

Ou pelo menos até chegarmos lá pessoalmente e a recuperarmos. Será que falta muito?

Fonte: THE VERGE