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segunda-feira, 18 de maio de 2020

Mais de 320 km/h: Dragster elétrico bate recorde de velocidade

Steve Huff, um americano fã de veículos dragters, quebrou o recorde mundial de velocidade na categoria “veículos elétricos” de quatro rodas. O vídeo que mostra Huff ultrapassando a marca dos 320 km/h pela primeira vez na história foi postado no YouTube no dia 14 de maio.

Huff conseguiu o feito a bordo de seu dragster chamado “Current Technology”, alcançando 323 km/h, no Tucson Dragway, no estado do Arizona. O recorde anterior era de 304 km/h, que foi alcançado no ano passado, pela lenda das corridas drags, Don Garlits.

Veja o vídeo com a quebra do recorde, a partir do minuto 1:55:


Huff passou boa parte do ano passado trabalhando para deixar o Current Technology em condições de ultrapassar a barreira dos 320 km/h. Dado o fato de só ter conseguido o feito por esses dias, podemos concluir que o trabalho se estendeu até o início deste ano.

Segundo ele próprio, o veículo possui 1.950 cavalos de potência e 138 kg/fm de torque. O motor elétrico tem 800 volts.

A velocidade atingida por Current Technology mostra que os dragsters elétricos ainda estão longe de competir com os movidos a combustíveis fósseis. Em 2018, um dragster com motor V8 chegou a 543,15 km/h.

sábado, 16 de maio de 2020

Gol e Fusca elétrico? Confira o projeto de engenheiros brasileiros [vídeo]

Veículos elétricos são uma forte tendência internacional, mas o Brasil ainda está distante deste cenário. A busca pelos carros elétricos tem crescido, mas o alto valor de compra é o maior desafio para o brasileiro. Contornando essa dificuldade, dois engenheiros foram criativos na conversão de conhecidos modelos à combustão para alimentação por eletricidade.

Um deles é o conhecido Elifas Gurgel. Popular na indústria nacional, ele importou a ideia após participar de Workshop nos EUA. Chegando ao Brasil, encomendou um kit com motor elétrico, controlador do motor e bomba de vácuo de uma empresa norte-americana, além de um Volkswagen Gol zero-quilômetro — especialmente escolhido pela sua fácil manutenção, peças abundantes, baixo custo e peso inferior a 1 tonelada.

O projeto começou no desmonte do motor à combustão e na construção do conjunto elétrico — composto pelo kit importado dos EUA e um banco com 40 baterias de íon-lítio de 180A vindo da China.
Motor finalizado no Gol elétrico.

O Gol elétrico passou a ter potência de 70 cv e uma única carga da bateria de 24 kWh o torna capaz de percorrer 150 km. A alimentação também não é das piores, levando apenas oito horas para atingir a carga total.

Toda a transformação custou cerca de R$ 60 mil — sem contar com o custo do Gol zero-quilômetro que, na época, valia R$ 25 mil. Apesar do investimento, Elifas diz que o pioneirismo dificultou o projeto. Ele relata grande dificuldade para encontrar as peças necessárias e confessa ter adaptado — ou criado do zero — boa parte delas. Posteriormente, o engenheiro teve que enfrentar a legislação brasileira.

Após longo período procurando apoio político, o engenheiro teve seu pedido aceito e publicado no Diário Oficial da União (DOU) em abril de 2010. Seguindo as exigências estatais, Elifas abriu uma empresa de conversão — a 4GVE — e adicionou airbags e ABS ao seu elétrico — que agora se chamava Volkswagen Gol 4GVE elétrico EGA. 
Elifas Gurgel ao lado do seu exclusivo Gol elétrico. 

Um Fusca seguindo tendências

Outro caso de sucesso é do Denis Vaneti. O rapaz se inspirou ao assistir um programa de televisão estrangeiro e quis dar corpo à ideia no seu Fusca.

Vaneti iniciou uma longa pesquisa para entender o processo de transformação e tomar conhecimento de todos os componentes e ferramentas necessários para o projeto. Seu objetivo era desenvolver uma solução barata e acessível, além de cessar a emissão de poluentes do antigo motor.


O engenheiro descreve vários detalhes sobre seu projeto no próprio canal do YouTube, onde explica a sua decisão de baterias, as atuais condições e pendências do projeto e sua situação com o Estado. Diferentemente do Gol 4GVE de Elifas Gurgel, o Fusca de Vaneti ainda não foi regularizado e não está autorizado a percorrer vias públicas, mas o engenheiro pretende solucionar esse problema em breve.

Fonte: Quatro Rodas

Veja como é fabricado um carro elétrico [vídeo]

Fabricar um carro elétrico é diferente de um carro convencional, movido a álcool ou gasolina? Dependendo do modelo, sim, o processo de fabricação pode ser bastante distinto da produção de um automóvel “normal”. Um dos elétricos que apresentam esta diferença em sua criação é o BMW i3s.

Para mostrar como o processo de fabricação de um carro elétrico pode ser diferente, o canal do YouTube Supercharged Petrolhead disponibilizou um vídeo que apresenta o funcionamento da fábrica da BMW em Leipzig, na Alemanha, onde há um espaço exclusivo para a produção do i3s, dividido por trabalhadores humanos e robôs.

Lançado no mercado europeu em 2013, o i3 é um hatch elétrico com autonomia média de 260 km, mas que pode chegar a mais de 400 km nas versões com extensor de autonomia à combustão (REX), item opcional que permite a ele rodar por mais 150 km antes da próxima carga.
O BMW i3 é vendido no Brasil.Fonte:  BMW/Reprodução  

As versões mais novas contam com uma bateria de 42,2 kWh (120 Ah), que alimenta um motor de 170 cv de potência, capaz de levá-lo a até 150 km/h de velocidade máxima. 

Assista ao vídeo:


O vídeo apresenta o processo de produção do BMW i3s 2019, desde a fabricação do conjunto propulsor elétrico à montagem final do veículo, passando pela composição da bateria, produção da célula de fibra de carbono do chassi e muitas outras partes.

A gravação inicia com a produção do motor elétrico do i3, seguida pela conexão da unidade eletrônica de potência à parte superior do propulsor. Logo após, é apresentada a bandeja da bateria e os trilhos de gerenciamento térmico localizados na parte inferior, antes da instalação dos módulos.

Já na parte final do vídeo, é possível ver a célula de passageiros feita de fibra de carbono sendo acoplada à estrutura de alumínio do automóvel, com a bateria e o trem de força, trabalho realizado pelos braços mecânicos, e o acabamento, com uma mãozinha dos trabalhadores.

Por fim, as unidades são inspecionadas e liberadas da linha de produção, ficando prontas para saírem rumo às concessionárias da montadora alemã.

sábado, 22 de fevereiro de 2020

Donos de carros elétricos temem falta de carregadores no futuro

Quase metade dos motoristas de carros elétricos (45%) se preocupa com a possibilidade de uma futura escassez de pontos de carregamento. É o que demonstra o NewMotion EV Drivers Survey 2020, a maior pesquisa anual voltada para esse tipo de veículo na Europa. Os dados foram apresentados nesta terça-feira (18) durante o evento de 10 anos do NewMotion em Amsterdã.

Devido falta de estações de recarga nas cidades, 77% dos motoristas europeus afirmaram ter um ponto de carregamento em casa, enquanto 55% possuem essa opção em seus trabalhos. Entre aqueles que não se encaixam no primeiro cenário, 61% têm um carregador simples — que pode gerar riscos de segurança em relação à capacidade dos cabos e do próprio carregador dependendo da fiação doméstica.

A pesquisa ainda demonstrou que a transparência das estações de carregamento em relação ao preço tem sido uma questão para os motoristas. Enquanto 43% dos entrevistados afirmaram que sabem exatamente quanto vão pagar, dois em cada cinco motoristas já se depararem com um preço final diferente daquele divulgado pela estação.

Carros elétricos e economia de dinheiro
(Fonte: Pplware/Reprodução)

Na Europa, onde esse veículos estão mais popularizados, 61% dos motoristas compraram um carro elétrico para economizarem dinheiro, visto que o abastecimento comum sai consideravelmente mais caro do que uma recarga elétrica.

Embora a grande maioria (81%) dos entrevistados tenham afirmado que se consideram “ecologicamente conscientes”, a contribuição para o meio ambiente foi um motivo pouco mencionado (10%) durante a pesquisa.

Apesar da insuficiência de estações de carregamento nas cidades europeias, a aderência a esse tipo de direção tem sido muito alta. Para se ter uma ideia, apenas 2% dos entrevistados voltariam a dirigir carros à gasolina e mais da metade (60%) espera que até 2030, a direção elétrica seja dominante.

De acordo com o CEO da NewMotion, Sytse Zuidema, a Europa atualmente vive uma fase de transição e, em breve chegará ao status de “adoção em massa” de carros elétricos.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Carros elétricos dominam quase metade do mercado na Noruega

O número de carros elétricos vem subindo ano a ano na Noruega. E neste início de 2020, a situação não é diferente, com os veículos movidos a eletricidade representando 44,3% das vendas de carros novos em janeiro, conforme os dados divulgados pela Federação Norueguesa de Estradas na última segunda-feira (3).

Este resultado, que coloca o país com a maior taxa de utilização de veículos elétricos do planeta, representa um aumento de 6,5% em relação ao início de 2019, quando as vendas deste tipo de automóvel chegaram a 37,8%. Apesar disso, o número ainda está um pouco distante do previsto pela indústria para este ano: de 50% a 60% do mercado.

As altas taxas de vendas de elétricos na Noruega se devem a vários benefícios concedidos pelo governo para incentivar a troca dos carros convencionais pelos movidos a energia, como a isenção de impostos, a permissão para a utilização de faixas restritas ao transporte público e a gratuidade em alguns pedágios.
O Tesla Model 3 foi o campeão de vendas no país em 2019. (Fonte: Pixabay)

Com isso, muitas montadoras acabam usando o país como um polo de testes para o lançamento de novos modelos, disponibilizando uma boa quantidade de opções para os consumidores locais. A ideia do parlamento norueguês é que 100% dos carros do território norueguês sejam movidos a eletricidade até 2025, mesmo com a grande produção de petróleo por lá.

Audi e Tesla em destaque

Entre os carros movidos a eletricidade comercializados na Noruega, o Audi e-tron foi o mais vendido em janeiro, com uma participação de 9,4% do mercado. Foram 902 unidades entregues do SUV elétrico, ficando à frente do Renault Zoe (533) e da versão elétrica do Volkswagen Golf (511), segundo a Reuters.

No ano passado, o campeão de vendas foi o Tesla Model 3, que teve 15.700 unidades comercializadas ao longo dos 12 meses, número que representa uma fatia de 11% do mercado.

Fonte:Reuters