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sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Relógio do Apocalipse é adiantado em 30 segundos

Nem mesmo no auge da Guerra Fria entre Estados Unidos e a antiga URSS o chamado Relógio do Apocalipse esteve tão próximo da meia-noite como está agora: o mundo está a meros cem segundos (cerca de um minuto e meio) da sua aniquilação. O anúncio foi feito nesta quinta (23) pelo comitê de diretores do Bulletin of the Atomic Scientists (Boletim de Cientistas Atômicos) da Universidade de Chicago.
O presidente executivo do Boletim Atômico, Jerry Brown, apresenta o Relógio do Apocalipse com a ex-presidente da Irlanda Mary Robinson e o ex-secretário-geral da ONU Ban Ki-moon  - os dois últimos, membros dos Anciãos. (Fonte: Boletim de Cientistas Atômicos/Divulgação)

Representantes dos Anciãos ( organização internacional fundada em 2007 pelo líder sul-africano Nelson Mandela e formada por um grupo de elite de ex-governantes) estavam presentes quando o relógio foi adiantado em 30 segundos, por conta do agravamento da ameaça nuclear, da falta de ação no combate às mudanças climáticas e do surgimento de campanhas de desinformação na web. Desde 1953, quando EUA e URSS testaram suas primeiras bombas termonucleares, o mundo não se vê tão perto de sua aniquilação.

Atraso de 17 minutos para a paz

O Relógio do Apocalipse foi criado em 1947 por cientistas do Projeto Manhattan (responsável pelas duas bombas atômicas lançadas em território japonês) como uma forma de mostrar ao mundo o quão perto o homem pode chegar de sua destruição.
Quando foi anunciado, ele mostrava 23h53m. A decisão de mover ou não o ponteiro dos minutos do Relógio do Apocalipse é tomada todos os anos pelo Conselho de Ciência e Segurança do Boletim, depois de consultar o Conselho de Apoiadores (que inclui, entre outros, 13 ganhadores do Nobel).
O maior respiro que a humanidade já teve foi em 1991, quando o relógio foi atrasado para 17 minutos antes da meia-noite – decisão influenciada pelo fim da União Soviética. Porém, nesses quase 30 anos, o ponteiro retomou seu caminho rumo ao fim do mundo, impulsionado pela proliferação de armas nucleares na Índia e no Paquistão, pela escalada do terror e de conflitos no mundo árabe e, nos anos 2000, pelo agravamento de outras ameaças, como o aquecimento global.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Invasão ou nova espécie? Seres das profundezas aparecem em águas rasas

Animais marinhos que normalmente são encontrados a cerca de 3 quilômetros de profundidade foram observados entre 100 e 150 metros da superfície, surpreendendo especialistas que não descobriram ainda se as criaturas consistem em uma nova espécie, se os seres das profundezas resolveram se aventurar em águas mais rasas – ou se estão planejando uma invasão.

Criatura estranha

De acordo com Bonnie Burton, do site C|Net, os bichos em questão – que você pode ver na sequência abaixo – são animais conhecidos como Sifonóforos Bentônicos e são “parentes” das águas-vivas e dos corais. Eles foram observados no leito oceânico do Parque Marinho Kimberley, na costa da Austrália Ocidental, intrigando os cientistas que os descobriram por lá, uma vez que essas criaturas geralmente habitam regiões muito mais profundas dos oceanos e, portanto, raramente são vistas.
Os sifonóforos bentônicos recebem esse nome justamente por formarem suas colônias na Zona Bentônica – ou seja, no leito oceânico – e, assim como ocorre com outros animais que habitam a mesma região, as criaturas ficam boa parte do tempo ancoradas no lodo do fundo do mar. E você reparou que os bichos do vídeo parecem ser dotados de espécies de tentáculos? Segundo Bonnie, os sifonóforos usam o movimento e a luz refletida por essas estruturas para atrair suas presas e as empregam como se fossem teias de aranha para capturar seu próximo lanchinho.
(Fonte: Reefs.com / Reprodução)

De acordo com especialistas que viram as imagens, pode ser que os animais pertençam ao gênero Archangelopsis, mas, como esta é a primeira vez que sifonóforos bentônicos são observados na Austrália, é bem provável que se trate de uma nova espécie. Contudo, para confirmar a suspeita, os cientistas terão que capturar alguns exemplares e examiná-los, coitados!