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domingo, 8 de março de 2020

Curiosity encontra possível vestígio de vida em Marte

O rover Curiosity, uma das principais fontes de informações diretas de Marte, descobriu elementos que podem apontar a existência de vida em seu estado inicial no planeta vermelho. O veículo detectou a presença de Tiofeno, um composto químico presente em carvão, trufas brancas e oléo, em solo marciano.

A suspeita e investigação vem do pesquisador da Washington State University Dirk Schulze-Makuch. Ele acredita que a presença do composto orgânico aponta para a presença do desenvolvimento da vida como conhecemos, mas em um dos seus estágios mais primitivos. Tiofeno pode ser resultado de processos biológicos envolvendo bactérias.

Dirk diz que seu time identificou vários métodos para a geração de tiofeno, sendo a maioria deles processos químicos. Embora isso indique a presença de microrganismos, o pesquisador ressalta que precisam de mais provas para assegurar a origem da substância — mas alerta que ainda consideram origem abiótica.
(Fonte: VisualHunt)

Uma das hipóteses destacada pelo pesquisador é que Tiofeno seja resultado de colisão de meteoros. Tiofeno pode ser consequência de processos termoquímicos de vários compostos quando aquecidos a 120 ºC ou mais. A outra hipótese — esta envolvendo existência de vida — considera Tiofeno como resíduo da redução de sulfatos por uma bactéria que habitou Marte há cerca de 3 bilhões de anos.

Mais detalhes sobre a descoberta devem ser revelados assim que o próximo rover, Rosalind, chegar ao planeta vermelho e começar a colher amostras. O lançamento está previsto para o próximo verão da América do Norte.

Fonte:SlashGear

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

NASA realiza a segunda caminhada espacial totalmente feminina

Imagem de: NASA realiza a segunda caminhada espacial totalmente feminina
A NASA realizou, nesta quarta-feira (15), a segunda caminhada espacial totalmente feminina da história, que contou com a participação das astronautas Christina Koch e Jessica Meir, as mesmas escaladas para o passeio histórico acontecido em outubro de 2019.

Conforme a agência espacial americana, a nova caminhada durou 7 horas e 29 minutos e teve o objetivo de efetuar a troca das antigas baterias de níquel-hidrogênio da Estação Espacial Internacional (ISS na sigla em inglês) por baterias de íon-lítio, que são mais leves, possuem maior capacidade de carga e durabilidade. O passeio foi transmitido ao vivo pelo YouTube.

Esta foi a primeira caminhada fora do laboratório em órbita em 2020 e a 225ª em toda a história da Estação, além da segunda formada exclusivamente por mulheres e a 44ª a contar com a presença de pelo menos uma astronauta feminina.
A segunda caminhada 100% feminina no espaço foi realizada com sucesso. (Fonte: NASA/Divulgação)

Segundo a NASA, os membros da tripulação já passaram 58 dias, 23 horas e 12 minutos trabalhando do lado de fora da estrutura, lançada em novembro de 1998, realizando diferentes tipos de tarefas.

Nova caminhada marcada para 20 de janeiro

Esta foi a segunda caminhada espacial de Meir e a quinta de Koch, números que vão aumentar em breve, pois está previsto para a próxima segunda-feira (20) um novo passeio do lado de fora da ISS, com a missão de dar continuidade à substituição das baterias, evento que também deve ter transmissão ao vivo via internet.

De acordo com a NASA, Jessica Meir soma 14 horas e 46 minutos em caminhadas no espaço, enquanto Christina Koch tem um total de 35 horas e 17 minutos, lembrando que Koch detém o recorde de maior permanência no espaço para uma mulher — ela está há mais de 300 dias na Estação.

Fontes:NASA/ The Verge

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Nave americana volta do espaço após 780 dias em missão misteriosa

Uma nave não tripulada da aeronáutica dos Estados Unidos bateu seu próprio recorde de tempo em órbita no planeta Terra. Chamada de X-37B, a nave voltou ao planeta depois de 780 dias, bateu sua própria marca anterior, de mais de dois anos no espaço.

Ninguém sabe exatamente o propósito das viagens feitas pela espaçonave X-37-B, algo que a torna muito misteriosa e centro de teorias da internet, mas a Força Aérea dos Estados Unidos vem fazendo testes com ela desde dezembro de 2010. De acordo com a secretária da Força Aérea, Barbara Barrett, a X-37B continua demonstrando a importância de uma nave espacial que pode ser usada várias vezes.
Fonte: Boing/Divulgação

O programa conta com, pelo menos, duas aeronaves que são utilizadas para as viagens, somando 2.865 dias no espaço, gastos em cinco missões. A mais recente, começou no dia 7 de setembro de 2017, encerrando no último domingo, dia 27 de outubro de 2019.

Construído pela Boing, as naves se parecem com versões menores dos ônibus espaciais da NASA, inclusive usando o mesmo método de reentrada na atmosfera que eles, aterrisando em uma pista como os modelos mais antigos usados pela agência espacial.

Por se tratar de um programa confidencial do governo americano, muito pouco se sabe sobre o que é feito durante essas missões, mas na mais recente, foram feitos experimentos com eletrônicos e tecnologias de tubulação de calor.

A Força Aérea dos Estados Unidos já revelou que deve realizar uma sexta missão com o X-37B em 2020, ainda sem confirmar quanto tempo a nave ficará em órbita.

Fonte:CNET

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Astronautas ficam 7 horas no espaço, fora da Estação Espacial


No último domingo (06), dois astronautas fizeram uma caminhada de 7 horas ao redor da Estação Espacial Internacional. A jornada teve como principal objetivo trocar baterias que estavam do outro lado da estrutura. Desta forma, Christina Koch e Andrew Morgan fizeram a primeira de uma série de cinco trajetórias desta natureza previstas para ocorrer no espaço durante o mês de outubro.

Detalhes da caminhada


A dupla foi bem sucedida em instalar baterias de íons de lítio para atualizar os sistemas de energia da estação, que acabou 15h40 (horário de Brasília) de domingo. Com este movimento, será possível contar com uma nova forma de armazenamento de energia, por meio de captação dos painéis solares do local quando estes não estiverem recebendo luz direta do Sol. 

Dois astronautas fizeram uma caminhada na Estação Espacial Internacional (Fonte: Twitter/Andrew Morgan)

Atualmente, as baterias de níquel-hidrogênio estão sendo melhoradas com produtos mais potentes, que chegaram na estação no último dia 28 de setembro. A próxima caminhada está prevista para o dia 11 de outubro, com o objetivo de complementar tarefas relativas à estação. Durante a missão, os astronautas também removeram uma bateria de níquel-hidrogênio adicional que estava no local, além de cumprirem outras tarefas externas.

As caminhadas seguintes devem ocorrer nos próximos três meses, e contarão com um pouco mais de complexidade. Durante 2019, tripulantes que estão na base espacial já coordenaram trajetos em apoio a montagem e manutenção do laboratório em órbita. Um total de 57 dias, seis horas e 27 minutos foi passado por eles trabalhando do lado de fora da estação. A NASA já informou que continua monitorando as missões e trabalhando para que haja sucesso nas próximas idas previstas aos astronautas.