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segunda-feira, 20 de julho de 2020

Primeira sonda árabe com destino a Marte é lançada com sucesso


Os Emirados Árabes Unidos lançaram com sucesso no último domingo (19) a primeira missão do país que tem Marte como destino final. A sonda enviada ao espaço foi batizada de Hope.

A operação aconteceu em um centro espacial no Japão, usando um foguete da Mitsubishi Heavy Industries. Além disso, o país teve auxílio de instituições norte-americanas no desenvolvimento da tecnologia.

O objetivo da sonda é coletar dados a respeito de mudanças climáticas, formação de tempestades de areia e alterações na atmosfera no planeta ao longo de dois anos terrestres. Ela utiliza painéis solares para gerar energia aos próprios sistemas de comunicação e será operado a partir de uma base localizada em Dubai.


A Hope deve chegar à órbita de Marte apenas em fevereiro de 2021 — sendo que o lançamento neste período do ano aproveita um momento em que os planetas estão mais próximos. Outras missões de lançamento de sondas por outras nações devem ser realizadas nas próximas semanas, incluindo uma sonda chinesa (Tianwen-1) e o norte-americano Perseverance, que é um veículo motorizado e com rodas.

A missão custou US$ 200 milhões e é a primeira tentativa de exploração interplanetária dos Emirados Árabes Unidos. A região passou a investir ainda mais em projetos de pesquisa nos últimos anos na tentativa de depender cada vez menos da extração de petróleo.

segunda-feira, 25 de maio de 2020

China confirma lançamento de sonda para Marte em julho de 2020

A China confirmou os planos de lançar uma sonda em Marte no mês de julho deste ano. A missão, segundo o site TechCrunch, envolve tanto um veículo de exploração em solo para pesquisas mais próximas quanto um satélite para coletar informações do espaço.

Essa será a primeira missão do programa espacial chinês com um veículo capaz de "pisar" em solo marciano. O objetivo é competir com a NASA, que já realizou vários lançamentos similares e talvez realize um procedimento parecido no mesmo período — trata-se de um ótimo momento para fazer isso, graças ao posicionamento orbital do planeta em relação ao Sol. A responsável pelo lançamento é a China Aerospace Science and Technology Corporation (CASC).

Em 2019, o programa espacial do país já se destacou por uma missão histórica no lado mais distante da Lua com um veículo espacial. Naves melhoradas estão em fase de testes para a realização de lançamentos tripulados, mas não há qualquer previsão para que elas aconteçam. Entretanto, um dos projetos mais ambiciosos da China tem uma data para acontecer: a ideia é inaugurar uma estação espacial própria na órbita terrestre em 2022.

Fonte:TechCrunch

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Terra ganha 'minilua' temporária do tamanho de um carro

A Terra ganhou, temporariamente, uma nova “lua”, que está orbitando o planeta em companhia ao nosso satélite natural. A descoberta foi anunciada por astrônomos do programa de monitoramento Catalina Sky Survey (CSS), da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, gerenciado pela NASA.

Esta minilua é, na verdade, um pequeno asteroide capturado pela força gravitacional da Terra, avistado pelos americanos no último dia 15 de fevereiro. Depois disso, ele foi visto por pesquisadores de mais seis outros observatórios espalhados pelo planeta e vem sendo monitorado desde então.

Conforme os pesquisadores, o corpo celeste, batizado de 2020 CD3, mede entre 1,9 m e 3,5 m de diâmetro, tamanho bem menor que a nossa lua principal. Eles afirmaram também que o asteroide está preso à gravidade do planeta há cerca de três anos, circulando a Terra a cada 47 dias, apresentando uma órbita larga e oval, voando além do caminho do satélite natural — daí a dificuldade em observá-lo.
Há diferentes simulações da trajetória do objeto e nem todas elas são precisas, mas de acordo com o pesquisador da Queen’s University Belfast Grigori Fedorets a minilua está se afastando do planeta neste momento, devendo escapar definitivamente da órbita terrestre até o mês de abril.

Casos semelhantes

Não é a primeira vez que um pequeno asteroide se prende à gravidade da Terra e assume o posto de minilua temporariamente. Em 2006, o mesmo programa CSS descobriu o objeto 2006 RH120, que ficou dando voltas ao redor do planeta até se libertar, em 2007.

Outros casos que ganharam destaque foram o do 3753 Cruithne, descoberto em 1986 orbitando o Sol e eventualmente a Terra, e o 2016 HO3, revelado há quatro anos e que tem previsão de acompanhar a trajetória do nosso planeta por vários séculos.

domingo, 16 de fevereiro de 2020

Identificados pulsos cósmicos que são emitidos a cada 16 dias

Astrônomos da Universidade Cornell, nos EUA, anunciaram a descoberta de pulsos cósmicos emitidos a partir de uma galáxia distante que se repetem a cada 16 dias – religiosamente! As emissões consistem no que os cientistas chamam de “rajadas rápidas de rádio”, um fenômeno identificado há apenas alguns anos e que, por conta de sua natureza fugaz e (normalmente) aleatória, ainda representa um mistério para a Ciência. Por isso, o fato de esses sinais observados agora aparentemente obedecerem a um padrão específico é tão notável.

Enigma no espaço

As primeiras rajadas rápidas de rádio foram detectadas em 2007 e, na época, como ninguém sabia o que elas eram, de onde vinham e nem o que as causava, surgiu toda classe de teoria para explicar a sua ocorrência – e, sim, entre as sugestões estava a de que os pulsos podiam se tratar de manifestações produzidas por civilizações alienígenas.
(Fonte: Forbes / Swinburne University of Technology / Ozgrav Arc Centre of Excellence / Reprodução)

Na realidade, essa alternativa não foi completamente abandonada ainda, uma vez que só agora, com os avanços tecnológicos e o maior número de observações realizadas longo dos anos, é que algumas respostas acerca desses fenômenos estão começando a ser respondidas. O que provoca os pulsos continua sendo um enigma, mas os astrônomos já conseguiram localizar de onde muitos deles partiram. Entretanto, esta é a primeira vez que os cientistas se deparam com sinais que se repetem de forma cíclica.

Relojinho

A equipe da Universidade de Cornell conseguiu identificar a origem das emissões e se trata de uma galáxia situada a mais ou menos 500 milhões de anos-luz de distância da Terra. Conforme mencionamos antes, as rajadas se repetem a cada 16 dias, exatamente, e os astrônomos chegaram a essa conclusão após analisar pulsos de energia registrados entre setembro de 2018 e outubro de 2019 pelo radiotelescópio canadense CHIME/FRB – sigla de Canadian Hydrogen Intensity Mapping Experiment Fast Radio Burst Project, uma iniciativa com foco em justamente estudar as rajadas rápidas de rádio.

Os pesquisadores não sabem o que está por trás das poderosas emissões, mas, entre as alternativas consideradas está a de venha a se tratar de pulsos produzidos por magnetares, por algum corpo celeste que se encontre em órbita ao redor de outro – e somente lance os pulsos em nossa direção a partir de determinados pontos de sua trajetória –, por um sistema binário composto por uma estrela massiva e outra supermagnetizada ou, ainda, seja resultado de algum fenômeno cósmico natural desconhecido. E existe a opção dos aliens, obviamente…
(Fonte: New Scientist / Beijing Planetarium / NRAO / Jingchuan Yu / Reprodução)

Nesse sentido, uma possibilidade – sugerida por Avi Loeb, chefe do departamento de Astronomia da Universidade de Harvard – é que os pulsos energéticos sejam produzidos por integrantes de uma civilização extraterrestre transportando coisas pela galáxia onde os sinais foram detectados, e que os sinais sejam resultado da propulsão necessária para mover a hipotética carga.

A quantidade de energia necessária para que uma carga pudesse ser “empurrada” galáxia afora – e os sinais chegassem até aqui! – teria que ser simplesmente colossal, o que, por sua vez, indicaria o nível de avanço tecnológico da tal civilização. O próprio Loeb concorda que essa consiste em uma explicação bastante improvável, mas, até que se desvendem todos os mistérios por trás das emissões, a opção dos aliens não poder ser completamente descartada se trata de uma possibilidade que merece ser investigada.