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quinta-feira, 18 de abril de 2019

Eletricidade, etanol e gasolina: 1° “híbrido flex” do mundo é brasileiro



Toyota apresentou hoje (17) em São Paulo o primeiro carro “híbrido flex” do mundo. O veículo é movido por um motor elétrico, mas a energia consumida por ele é gerada localmente por um segundo motor bicombustível, popularmente conhecido como “flex”. O carro pode ser abastecido, portanto, com etanol e gasolina, mas não há nenhuma forma de conectá-lo a uma tomada ou posto de carregamento.

Isso porque ele não é um “híbrido plug-in”, dependendo totalmente do motor de geração para se movimentar. Contudo, o carro tem baterias para armazenamento de energia, mas podemos imaginar que elas sejam pequenas.

Segundo a fabricante, o sistema híbrido flex deve reduzir em mais de 20% o consumo de combustível.

Esse primeiro carro será uma versão adaptada do Corolla que a marca já vende no Brasil, mas ainda não temos uma estimativa de preço para o carro no mercado nacional. A expectativa de lançamento é para outubro deste ano.

O veículo será produzido no interior paulista com foco no mercado brasileiro, mas há planos para exportação do Corolla Híbrido Flex para outros mercados sul-americanos, tais como Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile, Peru e Colômbia.

"Híbrido flex" vs. "Célula de combustível com etanol"

É importante destacar que esse carro é bastante diferente dos veículos com célula de combustível que retiram hidrogênio do etanol sendo desenvolvidos pelo Grupo Renault-Nissan.

O veículo da Toyota queima combustível como qualquer outro carro comum e polui a atmosfera, só que reduzindo o consumo e as emissões em 20%. O sistema da Renault-Nissan é limpo, decompondo quimicamente o Etanol para obtenção de moléculas de hidrogênio. O gás é usado para gerar eletricidade e só então impulsionar o veículo.

Tecnologia nacional

O projeto da Toyota recebeu investimento de R$ 1,6 bilhão e deve gerar 900 empregos diretos. “Vamos seguir inovando e trazendo novas tecnologias e desenvolvimento industrial para São Paulo, inclusive com o IcentivAuto, programa que nós lançamos há cerca de 60 dias. Agora, também, a Toyota poderá fazer uso dele”, disse o governador João Doria em entrevista à Agência Brasil.

O presidente da Toyota no Brasil, Rafael Chang, falou sobre a importância da inovação no país. “O mais importante é que estamos trazendo tecnologia para o Brasil. Essa tecnologia híbrida flex combina duas tecnologias muita limpas, a tecnologia híbrida e com utilização do etanol”.


terça-feira, 26 de março de 2019

Lamborghini Huracán traz sistema de segurança controlado por supercomputador



A fabricante italiana Lamborghini está levando a segurança automotiva para outros patamares. Bem, pelo menos para quem pode pagar por isso. A montadora anunciou seu novo sistema de segurança Lamborghini Dinamica Veicolo Integrata ou LDVI. Presente no mais novo modelo topo de linha, o Lamborghini Huracán Evo Spyder, a ferramenta atua em conjunto com a Unidade de Controle do Motor (ECU), pega dados de todo o carro, e os usa para ajustar o desempenho em tempo real (na verdade, em menos de 20 milissegundos).

Nas últimas décadas, a tecnologia tornou os veículos mais seguros e fáceis de dirigir. Freios com distribuição eletrônica, controle de tração, controle de torque em curvas e outros "mimos" da tecnologia mantêm os carros na estrada e nos protegem de pessoas imprudentes - para ser bem educado. 

Com este novo dispositivo, a Lamborghini parece estar disposta a levar a segurança nos carros para um patamar que não veremos tão cedo em nossos carros do cotidiano.

Com esta tecnologia, o Lamborghini é capaz de absorver a força bruta de um supercarro com tração nas quatro rodas com motor V10 e 630cv de potência e domá-lo, o suficiente para que o motorista médio (que pode gastar US$ 287.400 (R$ 1,1 milhão, na cotação do dia)) possa se divertir sem decolar.


Para conseguir isso, o LVDI é, na verdade, uma unidade de processamento central superrápida que coleta dados sobre a superfície da estrada, a configuração do carro, os pneus e como o motorista está dirigindo o veículo. Em seguida, ele usa essa informação para controlar vários aspectos do Huracán.

O sistema trabalha em conjunto com os sensores de hardware da versão 2.0 da Lamborghini Piattaforma Inerziale (LPI). Este sistema utiliza giroscópios e acelerômetros localizados no centro de gravidade do carro. 

Ele mede os movimentos do veículo e compartilha esses dados com o computador LVDI.


A Lamborghini diz que o sistema está tão sintonizado com todos os aspectos de uma unidade que pode realmente prever a melhor configuração de direção para o próximo momento. Em outras palavras, se você estiver atrás do volante, voando em curvas em uma estrada secundária, o sistema reconhecerá seu comportamento quando você mudar de terreno e adotar outra postura.

Colocar todo esse poder no chão de uma maneira controlável requer uma quantidade incrível de tecnologia - é aí que entram a LVDI e outras peças da tecnologia. A montadora acredita que o resultado é uma experiência de direção que combina exatamente com o que o motorista quer, independentemente do motor ou modo em que o carro está.

Esse controle permite que um motorista faça algo que normalmente leva meses — se não anos — para dominar: drifting . Vai contra o que o carro quer fazer — perder a tração, mas no modo Sport é possível. Para fazer isso, o veículo tem que descobrir (em tempo real e com segurança) coisas como qual ângulo ele quer deslizar. O Huracán EVO Spyder tem que entender que você quer se desviar e não lutar contra isso. Se isso acontecer, ele empurrará o carro (e o motorista) de volta ao alinhamento. 

Para trazer um pouco mais para a nossa realidade, alguns carros populares como Fiat Cronos ou Ford Ka, que possuem controle eletrônico de estabilidade e tração, mesmo que desligados, agem sobre o comportamento do motorista.


A Lamborghini é conhecida por motores grandes, roncos provocantes e intensos, design marcante e preços de respeito. Mas a realidade é que todo esse poder seria inútil se os motoristas não conseguissem controlar o carro. O sistema mais recente da montadora torna isso possível para todos. Claro, apenas alguns poucos podem possuir um Lamborghini, mas todos podem apreciar um sistema que torna a condução mais segura e ao mesmo tempo mais divertida.

Fonte: Engadget