segunda-feira, 2 de março de 2020

Instagram teria ultrapassado Facebook em número de usuários

O Instagram superou o Facebook em número de usuários pela primeira vez segundo um estudo da Socialbakers, plataforma especializada na otimização de performance corporativa nas redes sociais.

Conforme o relatório “Social Media Trends Report Q4 2019” elaborado pela empresa, que analisou os 50 maiores perfis de marcas do mundo, a rede social de compartilhamento de fotos também teve muito mais interações do que o site criado por Mark Zuckerberg, chegando a um número 20 vezes maior.

A pesquisa, realizada entre os meses de outubro e dezembro do ano passado, mostrou ainda que os principais perfis das grandes marcas estão dividindo suas postagens entre as duas redes sociais no Brasil, com mais interações no Instagram, apesar de o tamanho da audiência permanecer menor que na outra plataforma.
O perfil da Netflix Brasil foi o campeão de engajamentos. (Fonte: Instagram/Netflix Brasil)

Outro dado interessante é que as principais marcas optaram por publicar mais conteúdos no Facebook, mesmo com o menor engajamento nesta rede.

Marcas que se destacaram

Segundo a Socialbakers, a Netflix Brasil foi a marca com maior engajamento no Instagram, no território nacional, em 2019, com mais de 20 milhões de interações em 122 postagens para os seus 16,8 milhões de seguidores.

Outras empresas que se destacaram na rede social de fotos foram Lojas Americanas (18,5 milhões de interações em 1882 postagens), Hotel Urbano (12,8 milhões de interações em 1915 postagens), Grão de Gente (4,5 milhões de interações em 807 postagens) e Arezzo (3,5 milhões de interações em 289 postagens).

Já no Facebook, o Hotel Urbano alcançou o maior engajamento, com 10,4 milhões de interações e 2507 postagens, para os seus 12,8 milhões de seguidores. Também tiveram destaque os perfis da Salon Line (4,4 milhões de interações e 181 postagens), Havan (3,8 milhões de interações e 533 postagens), Netflix (3,5 milhões de interações e 195 postagens) e Tô de Cacho (3,4 milhões de interações e 163 postagens).

Fonte: Socialbakers

Nova minilua da Terra é 'capturada' em cores; veja

Nesta semana, noticiamos que a NASA descobriu um novo asteroide próximo à Terra. Chamado 2020 CD3, ele já está na nossa órbita há três anos. Agora, astrônomos do Observatório de Gemini no Havaí conseguiram capturar uma imagem colorida deste asteroide que, segundo a NASA, pode ser considerado uma minilua do nosso planeta.

Os astrônomos utilizaram um telescópio de 8 metros chamado Gemini North e tiveram que tirar três fotografias com diferentes filtros (vermelho, verde e azul) para chegarem à imagem final. No centro da imagem abaixo é possível identificar um pequeno ponto luminoso, a minilua. Os traços coloridos ao seu redor são as estrelas que estão nesse formato devido ao movimento do telescópio no momento do registro.
(Fonte: Observatório de Gemini/Divulgação)

Até agora sabe-se que o 2020 CD3 é formado por carbono e tem apenas entre 1,9 a 3,5 metros de diâmetro. Segundo as informações divulgadas pelo Observatório Gemini, essa minilua demora cerca de 47 dias para dar uma volta completa na Terra em um ciclo oval. Esse formato peculiar seria a razão para que, somente três anos depois, pesquisadores descobrissem sua presença.

“Obter as imagens foi uma corrida contra o tempo para a equipe, porque o objeto está rapidamente se tornando menos brilhante à medida que se afasta da Terra.”, afirmou o astrônomo do Observatório Gemini, John Blakeslee.

Apesar de recém-descoberto, a expectativa é que 2020 CD3 saia da órbita terrestre em abril deste ano. Os pesquisadores acreditam na existência de outras possíveis miniluas e, a partir de agora, devem concentrar esforços para encontrá-las.

Coronavírus: SUS lança app com informações da doença no Brasil

O Ministério da Saúde lançou recentemente o aplicativo "Coronavírus - SUS", que traz informações sobre o COVID-19, incluindo maneiras de como se prevenir contra a doença, uma página de notícias sobre o vírus e também endereços de postos de atendimento para quem possui sintomas.

Disponível para Android e iOS, o aplicativo do governo conta com um mapa em sua interface de abertura, que utiliza a geolocalização do usuário para exibir postos de saúde e hospitais próximos. Além disso, a página inicial possui um botão vermelho com a pergunta "está se sentindo mal?", que traz uma lista de questões que podem ajudar em um autodiagnóstico de infecção por coronavírus.
Interface do app Coronavírus - SUS (Fonte: Mateus Mognon/Tecmundo)

Além da página que inclui um mapa e a ferramenta de diagnóstico, o aplicativo do SUS vem com uma divisão chamada "Dicas", que possui uma série de informações do Ministério da Saúde sobre a doença. As abas incluem detalhes sobre o coronavírus, como os sintomas e tratamento, medidas para se prevenir e uma página alertando sobre boatos e notícias falsas envolvendo o COVID-19.
Além de sintomas e notícias, app também inclui dicas de prevenção. (Fonte: Mateus Mognon/Tecmundo)

O aplicativo brasileiro também conta com uma página que engloba as principais notícias sobre o coronavírus divulgadas pelo governo. A fonte das publicações é o perfil oficial do Ministério da Saúde no Twitter.  Ou seja, a plataforma não conta com atualizações em tempo real sobre a doença, mas possui informes sobre o combate do COVID-19 no país.

Como baixar o app do Coronavírus no Brasil

O aplicativo Coronavírus - SUS pode ser baixado gratuitamente para smartphones nas seguintes páginas da Play Store e App Store. O programa ocupa menos de 10 MB no sistema da Google e é compatível com dispositivos mais antigos, incluindo aparelhos rodando Android 4.4. Já nos iPhones é necessário ter um espaço livre de 33,8 MB e iOS 9.0 ou superior.
Vale lembrar que o governo disponibiliza informações relevantes sobre o coronavírus no site do Ministério da Saúde, bem como em redes sociais. Para evitar desinformação sobre o assunto, plataformas como o Twitter também estão oferecendo links com detalhes sobre o COVID-19 em resultados para pesquisas relacionadas à doença.

Agora você paga dólar do dia em compras internacionais no crédito

A partir de agora, quem faz compras internacionais com cartão de crédito pode calcular com maior precisão a quantia gasta. Entrou em vigor, no último domingo (1º), a determinação do Banco Central que obriga as administradoras de cartão a usar a cotação do dólar do dia da compra para a conversão do valor em real.

Esta nova regra vale tanto para quem utiliza o cartão durante viagens a outros países quanto para quem compra eletrônicos e outros produtos no exterior pela internet, lembrando que há também a incidência do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), cuja alíquota é de 6,38%.

Com a mudança promovida pela Circular nº 3918, o consumidor ficará sabendo, no dia seguinte à compra, quanto terá que desembolsar em reais, acabando com a necessidade de eventual ajuste na fatura do mês seguinte.
A mudança também vale para compras em sites estrangeiros. (Fonte: Freepik)

Para facilitar a vida do cliente, a fatura deverá trazer a discriminação dos gastos, o dia da compra, a identificação da moeda estrangeira e o valor na referida moeda, além do valor equivalente em dólar na data do gasto, a taxa de conversão para real naquele dia e o valor em reais a ser pago.

Como funcionava

Antes da mudança, as administradoras de cartão usavam a cotação do dólar do dia do fechamento da fatura, fazendo o cliente ficar vulnerável às variações da moeda americana no mercado financeiro desde a data da compra até a hora de pagar a fatura mensal.

No começo de janeiro, por exemplo, o dólar estava a R$ 4,02, mas teve um grande aumento em fevereiro. Assim, quem usou o cartão no exterior naquela época, com a fatura vencendo no mês seguinte, pagou uma grande diferença.

Vale lembrar que pela nova regra, os bancos são obrigados a informar a taxa de conversão do dólar para real usada no dia anterior, além de divulgar o histórico delas.

Coronavírus causa redução de poluição impressionante na China

Os níveis de poluição na China apresentaram um declínio significativo entre os meses de janeiro e fevereiro, que teria relação com a desaceleração econômica causada pelo surto do coronavírus no país, de acordo com a NASA.

Imagens de satélite divulgadas pela agência espacial americana mostram níveis decrescentes de dióxido de nitrogênio desde o início do ano, que começaram na região de Wuhan e se espalharam por todo o país. Este gás é emitido por usinas de energia, veículos a combustão e instalações industriais, e pode causar problemas respiratórios.

Segundo a NASA, a diminuição dos níveis de poluição do ar coincidiu com as restrições impostas às atividades industriais e de transportes, como medida para evitar a propagação do coronavírus, que já matou mais de 3 mil pessoas em todo o mundo, das quais 2,9 mil na China.
(Fonte: NASA/Divulgação)

Normalmente, os níveis de poluição diminuem quando as fábricas fecham durante as celebrações do ano-novo chinês, mas não tanto como agora. O pesquisador de qualidade do ar da agência Fei Liu falou sobre os dados registrados: “É a primeira vez que vejo uma queda tão dramática em uma área tão ampla causada por um evento específico”, disse ele ao site da agência.

Comparação com anos anteriores

A NASA realiza a medição da poluição provocada pelo dióxido de nitrogênio globalmente desde 2004 e conforme a agência, os valores referentes ao início de 2020 são significativamente mais baixos (de 10% a 30%) na China do que o normalmente observado nesta mesma época, em anos anteriores.

Em 2008, por exemplo, também houve uma redução significativa durante os Jogos Olímpicos de Pequim, mas o fenômeno ocorreu somente nas proximidades da cidade e os níveis do poluente voltaram a aumentar assim que o evento se encerrou.

Ainda de acordo com Liu, “este ano a taxa de redução é mais significativa do que nos anos anteriores e durou mais”, em parte por causa do coronavírus.

Fontes:NASA/ BBC

Como se prevenir de ciberataques em casa e no trabalho em 2020

O ano de 2019 foi marcado por diversos casos de ataques cibernéticos de hackers a celulares pessoais de autoridades do governo. Esses ocorridos acabaram despertando a atenção para a formulação de um decreto que promove a segurança digital para o país. No dia 05 de fevereiro, o Governo Federal publicou o Decreto número 10.222 que aprovou a estratégia nacional de segurança cibernética para o Brasil.

De acordo com o texto do decreto, “caberá aos órgãos e entidades da administração pública federal, no âmbito de suas competências, as gestões que possibilitem à implementação das ações estratégicas previstas na E-Ciber (a estratégia da política de cibersegurança nacional)”.

Segundo o Centro de Tratamento e Resposta a Incidentes Cibernéticos de Governo (CTIR-Gov), órgão vinculado ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI), foram 19.150 registros de notificações de ataques cibernéticos por hackers no ano passado. Isso significa um aumento de quase 4 mil casos em relação a 2018.

Os 10 passos para implementar essa estratégia e se proteger de hackers
Segundo o texto do Decreto número 10.222, 10 passos precisam ser dados para que a segurança cibernética no país possa ser aprimorada e os ataques hackers passem a se tornar menos frequentes:
  1. Fortalecer as ações de governança cibernética
  2. Estabelecer um modelo centralizado de governança no âmbito nacional
  3. Promover um ambiente colaborativo, participativo, confiável e seguro, envolvendo setor público, setor privado e sociedade
  4. Elevar o nível de proteção do Governo
  5. Elevar o nível de proteção das Infraestruturas Críticas Nacionais
  6. Aprimorar o arcabouço legal sobre segurança cibernética
  7. Incentivar a concepção de soluções inovadoras em segurança cibernética
  8. Ampliar a cooperação internacional do Brasil em Segurança Cibernética
  9. Ampliar a parceria, em segurança cibernética, entre setor público, setor privado, academia e sociedade
  10. Elevar o nível de maturidade da sociedade em Segurança Cibernética

Alguns passos são fáceis de implementar, enquanto outros vão demandar uma grande mudança na forma como lidamos com a tecnologia e ataques de hackers. Porém, para se adaptar a um mundo em que ataques cibernéticos são constantes, será necessário colocar esses pontos em prática.

Dicas de como se prevenir de ataques de hackers
Além da implementação desses passos, algumas dicas práticas podem ajudar a prevenir ciberataques de hackers em casa e no ambiente corporativo. Diante desse cenário nada favorável para a segurança digital, a CompTIA (The Computing Technology Industry Association), principal associação da indústria de tecnologia no mundo, e líderes do setor de tecnologia, além da comunidade empresarial brasileira, decidiram formar o Conselho Empresarial de Segurança Cibernética da CompTIA no Brasil (CSEC), que visa trazer melhorias nesse segmento.

O primeiro esforço desse conselho foi listar algumas medidas práticas que podem (e devem) ser adotadas para reforçar a segurança em casa e no ambiente corporativo contra ataque de hackers:
  • Use antivírus não apenas no computador, mas também no celular e no tablet
  • Faça backup de informações importantes e tudo o que quiser guardar
  • Mantenha o sistema operacional do seu smartphone sempre atualizado, assim como todos os aplicativos
  • Tenha cuidado ao abrir links e e-mails de contatos que você não conhece
  • Utilize senhas fortes, com combinações alfanuméricas e símbolos especiais
  • Não utilize a mesma senha para diferentes contas e evite deixá-las anotadas em post its ou arquivos em seu computador. Para isso, existem gerenciadores de senhas, inclusive gratuitos
  • Cuidado com pontos de acesso Wi-Fi gratuitos, evite-os especialmente para acessar internet banking ou outros dados sigilosos
  • Não esqueça de restaurar as configurações de fábrica do seu dispositivo antes de descartá-lo
  • Contrate suporte certificado

Se implementadas, as dicas acima podem ser grandes aliadas na busca por maior segurança no ambiente digital e podem ajudar a manter a privacidade dos dados do usuário.

De acordo com Leonard Wadewitz, diretor de desenvolvimento de negócios da CompTIA na América do Sul e no Caribe, outras áreas da tecnologia podem favorecer a segurança digital de um modo geral:

"Produtos modernos, como maior criptografia de dados, dispositivos que utilizam IoT e até mesmo avanços na área de Inteligência Artificial (IA) também podem permitir que equipes tenham eficiência nessa tarefa, servindo como uma boa solução tecnológica, desde que utilizados com atenção e segurança".

Fonte:CompTIA

Amido de batata-doce pode ajudar a criar baterias mais eficientes

Pesquisadores do Instituto de Ciência e Tecnologia da Coreia (KIST) desenvolveram um novo método para criar ânodo de silício que pode aumentar a capacidade das baterias em até quatro vezes, melhorando a autonomia dos carros elétricos. O curioso é que eles utilizaram um produto facilmente encontrado nas cozinhas: amido de batata-doce.

O método criado pela equipe do pesquisador do KIST Hun-Gi Jung, com o objetivo de melhorar a estabilidade do silício, inclui a dissolução de amido e silício em óleo e água, respectivamente, seguida da mistura e da fritura dos materiais, para a produção de compostos carbono-silício.

Como resultado do aquecimento surgiu um ânodo de silício que não se expande durante os ciclos de carga e descarga, além de apresentar capacidade de energia quatro vezes maior que a do ânodo de grafite usado nas baterias atualmente, mantendo este desempenho estável por 500 ciclos.
Os carros elétricos podem se beneficiar com este novo método. (Fonte: Unsplash)

Também foi constatado pelos cientistas sul-coreanos que a bateria produzida no processo com a utilização do amido de batata pode ser carregada com mais de 80% da sua capacidade em apenas cinco minutos, significando uma grande revolução para o mercado dos elétricos.

Vantagens para os carros elétricos

Se o método criado na Coreia do Sul for usado na produção das baterias para os carros elétricos pode ser possível dobrar a autonomia deles, devido ao alto rendimento do silício. Desta forma, um modelo como o Mercedes EQC, que tem autonomia de 440 km, poderia rodar até 880 km sem ir à tomada, caso contasse com a tecnologia.

O chefe da equipe de pesquisa comentou sobre o método e a possibilidade da sua utilização na indústria: “Os processos simples que adotamos e os compostos com excelentes propriedades que desenvolvemos têm grande probabilidade de serem comercializados e produzidos em massa. Os compósitos podem ser aplicados a baterias de íons de lítio para veículos elétricos e sistemas de armazenamento de energia”, disse Jung.

Fontes:Inside EVs/ PHYS