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quinta-feira, 16 de julho de 2020

Detectada na Terra explosão estelar ocorrida há 10 bilhões de anos


Imagine um evento capaz de causar uma explosão 1 quintilhão de vezes mais brilhante do que o Sol. Só para você ter uma melhor noção da magnitude disso, estamos falando de um fenômeno que gerou um “clarão” 1.000.000.000.000.000.000 mais poderoso do que a nossa estrela – e lançou ondas de radiação pelo Universo à velocidade da luz que, bilhões de anos mais tarde, foram detectadas por astrônomos aqui na Terra por puro acaso.

Descomunal

O tal evento foi provocado pela colisão de duas estrelas de nêutrons – que consistem nos menores e mais densos objetos estelares de que se tem notícia – há cerca de 10 bilhões de anos, ou seja, quando o Universo ainda era jovenzinho. Conforme comentamos, a trombada entre os astros resultou em uma explosão absurda, cujo brilho continuou viajando pelo Cosmos por esse tempo todo e foi observado por cientistas quando chegou no nosso planeta.

Explosão viajante

Na realidade, os astrônomos descobriram o brilho gerado pela colisão na forma de uma explosão curta de raios gama – um fenômeno cósmico conhecido pela sigla SGRB, do termo em inglês short gamma ray burst – detectada pelo observatório espacial Neil Gehrels Swift Observatory, da NASA.

Vindo de um evento que ocorreu há 10 bilhões de anos – e consistindo na explosão de raios gama mais antiga de que se tem notícia –, é óbvio que o fenômeno chamou bastante a atenção da comunidade científica. Assim, logo após a detecção pelo observatório espacial, astrônomos no comando de telescópios e outros dispositivos espalhados pelo mundo rapidamente focaram seus equipamentos e instrumentos em direção ao brilho.

Baita explosão 

Como o próprio nome do fenômeno sugere, se trata de um evento incrivelmente efêmero e foi muita sorte o Neil Gehrels Swift Observatory ter registrado a chegada da SGRB, permitindo que os cientistas reagissem a tempo para acompanhar a sua passagem pela Terra. Isso possibilitou a realização de observações e levantamentos que, por exemplo, revelaram que, pela velocidade em que os raios gama viajaram por nós, a colisão e explosão não levou mais do que um par de horas.

sábado, 4 de julho de 2020

Júpiter e Saturno se juntam a um espetáculo lunar em 5 de julho


Na noite de 5 de julho, aqueles que tiverem a sorte de contar com um céu limpo durante a noite poderão testemunhar um espetáculo único, que ocorre apenas uma vez por ano. Trata-se da Buck Moon, a lua cheia que, em parceria com dois planetas, promove um visual inspirador.

A partir de hoje (3), o satélite natural da Terra começa a mostrar sua faceta mais completa, mas, a partir de sábado, passa pelo chamado eclipse lunar penumbral, apresentando variação em seu brilho e exibindo sombras de crateras, montanhas e vales. A grande cena, entretanto, ocorre no domingo, data em que Júpiter e Saturno enfeitarão o astro como chifres brilhantes de um cervo – origem do nome do fenômeno.

Representação do triângulo formado pelos astros. 

Tá vendo aquela lua que brilha lá no céu?

Os três, formando um triângulo no céu, podem ser visualizados a olho nu – ao passo em que telescópios ou mesmo binóculos são capazes de aprimorar ainda mais a experiência, pois, com equipamentos mais potentes, pode ser que sejam exibidas Io, Ganimedes, Europa e Calisto, as quatro luas de Galileu, satélites de Júpiter descobertos pelo cientista há 410 anos.

Veja as coordenadas: Júpiter estará à direita, enquanto Saturno ficará à esquerda. Com instrumentos de médio a grande porte – ou mesmo aqueles que ampliem mais de 25 vezes a visão –, é só dar uma olhada em Io e Ganimedes, logo ao lado de Júpiter, e em Europa e Calisto, mais afastadas dele, do outro lado.

Quanto mais potente o equipamento, mais impressionante será a vista. 
Fonte:  Pixabay 

Ah, é importante salientar que se trata de um fenômeno relativamente comum e que, mesmo que profecias possam dizer o contrário, este não é um sinal negativo para qualquer coisa que esteja por vir. É, antes, um momento para contemplar a natureza e esquecer, nem que seja por alguns segundos, quaisquer problemas do dia a dia.

Entendeu, né? À direita e acompanhado, Júpiter. À esquerda, completando o cenário, Saturno. E a lua, claro, no centro de tudo isso, protagonizando o espetáculo. Com essas informações, basta esperar por uma noite sem nuvens e aproveitar.

Fonte:Space

segunda-feira, 2 de março de 2020

Nova minilua da Terra é 'capturada' em cores; veja

Nesta semana, noticiamos que a NASA descobriu um novo asteroide próximo à Terra. Chamado 2020 CD3, ele já está na nossa órbita há três anos. Agora, astrônomos do Observatório de Gemini no Havaí conseguiram capturar uma imagem colorida deste asteroide que, segundo a NASA, pode ser considerado uma minilua do nosso planeta.

Os astrônomos utilizaram um telescópio de 8 metros chamado Gemini North e tiveram que tirar três fotografias com diferentes filtros (vermelho, verde e azul) para chegarem à imagem final. No centro da imagem abaixo é possível identificar um pequeno ponto luminoso, a minilua. Os traços coloridos ao seu redor são as estrelas que estão nesse formato devido ao movimento do telescópio no momento do registro.
(Fonte: Observatório de Gemini/Divulgação)

Até agora sabe-se que o 2020 CD3 é formado por carbono e tem apenas entre 1,9 a 3,5 metros de diâmetro. Segundo as informações divulgadas pelo Observatório Gemini, essa minilua demora cerca de 47 dias para dar uma volta completa na Terra em um ciclo oval. Esse formato peculiar seria a razão para que, somente três anos depois, pesquisadores descobrissem sua presença.

“Obter as imagens foi uma corrida contra o tempo para a equipe, porque o objeto está rapidamente se tornando menos brilhante à medida que se afasta da Terra.”, afirmou o astrônomo do Observatório Gemini, John Blakeslee.

Apesar de recém-descoberto, a expectativa é que 2020 CD3 saia da órbita terrestre em abril deste ano. Os pesquisadores acreditam na existência de outras possíveis miniluas e, a partir de agora, devem concentrar esforços para encontrá-las.

sábado, 28 de dezembro de 2019

Telescópio sul-africano descobre um inédito evento estrelar

Com o uso do telescópio MeerKAT, localizado no Cabo Setentrional, na África do Sul, cientistas identificaram uma grande explosão com emissão de rádio originada por uma estrela binária. O fenômeno identificado como “transitório” representa uma importante descoberta acerca dos estudos sobre as estrelas.

Quando um objeto astronômico aparece e desaparece repentinamente ou, ainda, brilha com maior e menor intensidade por um determinado período de tempo (segundos, dias ou anos), os astrônomos chamam este evento de transitório.

Foi exatamente o que aconteceu com a grande estrela brilhante, que iluminou-se rapidamente por mais de três vezes durante três semanas. O fato chamou atenção dos cientistas do Departamento de Astronomia da Universidade da Cidade do Cabo — onde está localizado o MeerKAT —, que imediatamente começaram a investigar o acontecido.

Os cientistas que observavam o telescópio confirmaram que a fonte da explosão é um sistema binário, onde dois objetos orbitam um ao outro a cada 22 dias. O motivo da combustão ainda não é claro, mas acredita-se que esteja associado à coroa ativa — região externa da estrela mais quente.
Fonte: Pixabay

Mistérios ainda não desvendados

Esta e outras descobertas do telescópio MeerKAT ajudam a compreender a emissão variável de rádio pelas estrelas. Mas esses astros ainda escondem grandes mistérios, por exemplo, como se formam os buracos negros supermassivos?

Até então, sabe-se que a massa solar do supermassivo equivale a cerca de 100 mil massas solares! Sim, ele é infinitamente grande. Recentemente, um desses objetos esteve envolvido em uma carnificina estelar, cujo evento foi nomeado de perturbação das marés.