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quarta-feira, 10 de abril de 2019

Novo macOS vai dividir iTunes em diferentes apps para música, TV e livros



A entrada da Apple no mercado de streaming de filmes e séries com o Apple TV+ e a oferta de uma “Netflix para revistas” com o Apple News+ trouxeram à tona rumores que já rondavam os corredores da Gigante de Cupertino: estaria a companhia desmembrando o iTunes em diversos outros apps em uma futura versão do macOS. A resposta, aparentemente, é sim.

"Novos apps serão criados com a tecnologia Marzipan, criada pela Apple para facilitar migração do iPad para Mac"

O desenvolvedor Steve Troghton-Smith já tinha dado a letra anteriormente e agora o brasileiro Guilherme Rambo confirma a novidade via 9to5Mac. “Consegui confirmar de forma independente que isso é verdade. Além disso, confirmei com fontes familiarizadas com o desenvolvimento da próxima grande versão do macOS — provavelmente 10.15 — que o sistema incluirá aplicativos autônomos de música, podcasts e TV, e também um importante redesenho do aplicativo para livros.”

Os novos aplicativos de música, podcasts e programas de TV serão criados com o Marzipan, a nova tecnologia da Apple projetada para facilitar a migração de aplicativos do iPad para o Mac sem muitas alterações no código.

Fonte: 9to5Mac

Não está claro se o aplicativo redesenhado da Apple Books vai seguir a mesma direção, mas sabe-se que ele terá uma barra lateral semelhante ao Apple News no Mac e também terá um título mais estreita com guias diferentes para a “Biblioteca”, “Livraria” e “Loja” de livros de áudio. Na guia da biblioteca, haverá lista para livros, audiolivros, PDFs e outras coleções do usuário, incluindo os personalizados.

Segundo as fontes de Rambo, a próxima grande versão do macOS ainda incluirá o iTunes. Como a Maçã não tem uma nova solução para sincronizar manualmente dispositivos como iPods e iPhones antigos com o Mac, é natural manter o utilitário vivo por mais tempo.

Fonte: VENTURE BEAT

terça-feira, 5 de março de 2019

Descoberta vulnerabilidade de alto risco no macOS; correção está a caminho



O Project Zero, divisão da Google famosa por divulgar falhas de segurança não apenas nos softwares da empresa como também nos de outras companhias, tornou pública uma falha considerada de alto risco no macOS.

De acordo com o que é detalhado no Chromium bug tracker, a falha no kernel do macOS permite que se faça uma modificação do sistema de imagens de um usuário sem que ele seja avisado que essa modificação ocorreu, o que poderia ser usado por um invasor para instalar vírus ou programas espiões na máquina.


O problema, que foi encontrado em novembro de 2018, está sendo revelado ao público porque já se passaram 90 dias desde que a falha foi informada à Apple, que ainda não liberou uma correção. Apesar disso, a empresa já avisou que está trabalhando junto com a equipe da Google para desenvolver uma solução, que será disponibilizada em um patch futuro mas ainda sem previsão de lançamento.

Para quem quiser saber mais sobre o problema, a Google oferece não apenas uma descrição detalhada da falha (em inglês), mas também um exemplo de como ela pode ser usada por um criminoso para modificar arquivos da máquina. Essa descrição pode ser conferida na página de bug tracker da companhia.

Fonte: 9to5Google


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Criminosos criam programa com extensão Windows que infecta sistema macOS



Criminosos estão usando um programa com extensão para Windows para infectar máquinas com macOS, sistema dos iMacs e MacBooks. O tipo de ataque inédito foi descoberto por analistas da Trend Micro – empresa especializada em cybersegurança –, após avaliarem uma versão pirata do Little Snitch – aplicativo firewall pago, projetado para modelos da Apple.

O download do software foi feito em sites de torrents. Após a instalação, os especialistas perceberam que no seu grupo de arquivos havia uma pasta oculta com um arquivo EXE, extensão usada no sistema da Microsoft e por padrão incompatível com Mac. Para burlar essa restrição, os bandidos agruparam o documento EXE em uma estrutura livre, conhecida como Mono. Essa tecnologia permite que programas do Windows sejam executados em outros sistemas operacionais, como Android, Linux e o próprio MacOS. Após ter sido extraída pelo instalador, ela foi então usada para executar o falso programa.

Fonte: Reprodução/Trend Micro.

Os avaliadores relataram que o falso Little Snitch agiu em fases. Na primeira, roubou algumas informações da máquina infectada, como: seu modelo, ID exclusivo e ferramentas instaladas. Em seguida, começou a baixar e instalar vários aplicativos adwares. Inclusive, alguns deles começaram a se comportar como uma versão original do firewall e do Adobe Flash.

No entanto, quando testaram o falso firewall no Windows, depararam-se com uma mensagem de erro. Por essa razão, a suspeita é de que ele tenha sido desenvolvido com a finalidade de enganar o Gatekeeper, recurso de segurança da Apple que monitora somente arquivos nativos do MacOS.


As amostras avaliadas foram as seguintes:

  • Paragon_NTFS_for_Mac_OS_Sierra_Fully_Activated.zi
  • Wondershare_Filmora_924_Patched_Mac_OSX_X.zi
  • LennarDigital_Sylenth1_VSTi_AU_v3_203_MAC_OSX.zi
  • Sylenth1_v331_Purple_Skin__Sound_Radix_32Lives_v109.zi
  • TORRENTINSTANT.COM+-+Traktor_Pro_2_for_MAC_v321.zi
  • Little_Snitch_583_MAC_OS_X.zip

Os índices mais altos de infecções a partir desses arquivos foram observados em maior número em localizações, como: Reino Unido, Austrália, Armênia, Luxemburgo, África do Sul e Estados Unidos. Os analistas ainda vão continuar investigando esse tipo de ação e sua rotina. Enquanto isso, nunca é demais lembrar: baixe arquivos somente de fontes muito confiáveis, até mesmo quando eles prometerem proteger seus dados.

Fonte: TREND MICRO