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quarta-feira, 6 de maio de 2020

Facebook lança Discover, app que permite acessar sites de graça

Na última terça-feira (6), o Facebook lançou o Discover, serviço para acessar sites em situações nas quais a conexão à internet é limitada. A ferramenta pode ser usada via web ou app para Android e permite a visualização de conteúdo desses espaços apenas em formato de texto. Portanto, vídeos, imagens, áudios e outros elementos são excluídos, para economizar dados.

No momento, o Discover está em versão de testes no Peru, a partir de parceria com operadoras atuantes no país, o que envolve o oferecimento de até 20 MB gratuitos diariamente para usá-lo. Contudo, não há previsão de sua liberação para outras regiões.

“Durante a crise de saúde pública do coronavírus, acreditamos que é particularmente importante explorar maneiras de ajudar as pessoas a permanecerem conectadas e aumentar o acesso a informações sobre saúde e outros recursos na internet”, disse Yoav Zeevi, gerente de produto do Facebook.
Ferramenta pode ser usada diariamente de graça
Fonte:  Facebook/Reprodução 

“Como parte de nosso trabalho contínuo para conectar pessoas a informações precisas de saúde, os recursos de saúde do coronavírus serão destacados na página inicial do Discover”, completou ele. O recurso é parte do programa Free Basics, do Facebook, que tem como objetivo criar tecnologias de acesso à internet em locais nos quais ela é comprometida de alguma maneira.

A iniciativa está disponível em mais de 55 países e engloba ferramentas para explorar informações online ligadas à saúde, vagas de emprego, comunicação, educação e governo. Segundo a companhia, qualquer desenvolvedor pode criar soluções para o Free Basic, desde que atendam aos requisitos do projeto.

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Facebook remove 3,2 bilhões de contas; abuso infantil e suicídio eram temas

O Facebook removeu 3,2 bilhões de contas falsas e mais de 15,6 milhões de postagens de conteúdo que incitava abuso infantil ou suicídio entre os meses de abril e setembro de 2019. Esse número é mais do que o dobro do anunciado no mesmo período do ano passado — 1,55 bilhão. As informações foram divulgadas em um relatório de moderação publicado por Guy Rosen, vice-presidente de integridade da empresa, na última quarta-feira (13).

No levantamento, o executivo ainda ressaltou que recursos de inteligência artificial foram aprimorados para identificar postagens que vão contra suas políticas. “Estamos identificando imagens e sequências de texto idênticas que já foram removidas como discurso de ódio, além de classificadores de aprendizado de máquina que analisam detalhes, como linguagem, reações e comentários de uma postagem”, completou.

Pela primeira vez, a companhia também acrescentou resultados de moderação do Instagram. No caso, foram eliminados 754 mil posts relacionados com abuso infantil; enquanto no Facebook esse número foi de 11,6 milhões. Já quanto a conteúdos ligados à incitação ao suicídio ou lesão corporal, na rede social principal foram apagados 2,5 milhões de publicações; no app de imagens, essa quantidade foi de 845 mil.

O vice-presidente de integridade também anunciou no relatório um novo site dedicado a informar quais tipos de conteúdo podem ser classificados como abusivos, conforme as políticas do Facebook. “Para que as pessoas possam ver exemplos de como nossos padrões da comunidade se aplicam a diferentes tipos de conteúdo”, disse Rosen.
Apesar da eliminação de conteúdos abusivos a crianças, Facebook cria políticas de privacidade no Messenger, que poderiam abrir espaço para criminosos. (Fonte: Pixabay)

Contradições

Zuckerberg disse recentemente que planejava trazer conversas criptografadas de ponta a ponta para o Messenger, assim como acontece no WhatsApp. A notícia não tem sido bem vista por autoridades de segurança e política dos Estados Unidos e de parte da Europa, que entendem a medida como uma abertura para atuação de criminosos e redes de pedofilia.

Essa mudança ainda pode ser encarada como uma contradição diante das ações trimestrais da companhia no combate a conteúdos de abuso no Facebook e Instagram, conforme o relatório mencionado. O assunto segue envolto em polêmica, entre garantir a privacidade dos usuários e, ao mesmo tempo, evitar que eles a usem como instrumento de atividades ilegais, fake news e discurso de ódio.